
A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quinta-feira (30), um homem apontado como peça-chave em um esquema de roubo de veículos na Região Metropolitana e na Baixada Fluminense. A captura aconteceu no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, durante mais uma fase da Operação Torniquete.
O preso foi identificado como Fábio Resende do Nascimento, conhecido como “Leôncio”. Segundo as investigações, ele ocupava uma função estratégica dentro da estrutura criminosa ligada ao Comando Vermelho, sendo responsável por coordenar toda a engrenagem do esquema de roubo e “resgate” de veículos.
De acordo com a polícia, o investigado organizava o funcionamento da atividade criminosa desde o pagamento aos executores dos roubos até a destinação final dos automóveis. Os criminosos recebiam valores imediatos que variavam entre R$ 3 mil e R$ 10 mil — assim que levavam os veículos roubados para a comunidade.
Além disso, ele também coordenava a retirada de rastreadores, a clonagem dos carros e a negociação com empresas de proteção veicular e seguradoras para a devolução dos veículos mediante pagamento ilegal, prática conhecida como “resgate”.
As investigações apontam ainda que o esquema funcionava de forma estruturada, conectando diretamente criminosos que realizavam os roubos com intermediários responsáveis por dar aparência legal à recuperação dos veículos. Esse tipo de dinâmica, segundo a Polícia Civil, acaba alimentando o próprio ciclo criminoso e fortalecendo financeiramente a facção.
A prisão foi realizada por agentes da 57ª DP (Nilópolis), com apoio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A ação faz parte de uma ofensiva contínua para combater crimes como roubo, furto e receptação de veículos e cargas, considerados importantes fontes de financiamento de organizações criminosas.
A Operação Torniquete, responsável pela prisão, vem sendo desenvolvida desde 2024 e já resultou em centenas de detenções, além da recuperação de veículos e cargas roubadas avaliadas em milhões de reais.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no esquema e aprofundar o mapeamento da atuação do grupo na região.


