Panorama

Irmã de capoeirista é presa suspeita de mandar matar irmão em Niterói por motivação financeira

Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda — Foto: Reprodução/TV Globo
Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda — Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu uma mulher suspeita de ser a mandante do assassinato do próprio irmão, o capoeirista Paulinho Sabiá, morto em fevereiro, em Niterói.

De acordo com as investigações, Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda teria oferecido R$ 50 mil para a execução, mas pago apenas R$ 10 mil aos envolvidos no crime.

Ela foi presa nesta quarta-feira (8), em ação conjunta de agentes do programa Niterói Presente e da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

Encontro com criminosos e plano de execução

Segundo a polícia, Adriana teria ido até o Complexo do Alemão para negociar diretamente com os executores. No encontro, alinhou detalhes da ação e teria orientado que o crime simulasse um latrocínio, com o objetivo de despistar as investigações.

Um dos presos, Juan dos Santos, conhecido como “Juan do Alemão”, confessou ter pilotado a moto usada no ataque e apontou Adriana como mandante.

Motivação financeira

A principal linha de investigação indica que o crime foi motivado por interesses financeiros. Segundo a polícia, a suspeita buscava acesso a bens deixados pela vítima, como imóveis, veículos e valores em dinheiro.

Testemunhas relataram conflitos familiares envolvendo patrimônio poucos dias após o enterro do capoeirista, o que reforça a hipótese de disputa por herança.

Execução e tentativa anterior

O crime ocorreu quando a vítima estava em um carro e foi surpreendida por criminosos em uma moto, que efetuaram disparos à queima-roupa.

Dois dias antes, Paulinho já havia sofrido uma tentativa de homicídio, quando um suspeito chegou a apontar uma arma para sua cabeça, mas o disparo falhou.

Investigações continuam

A polícia segue em busca de outros envolvidos no crime, incluindo participantes da execução e possíveis intermediários.

A suspeita optou por não prestar depoimento até que sua defesa tenha acesso ao processo.

Compartilhar :

Facebook
Twitter