
O Botafogo de Futebol e Regatas, por meio de sua associação social, decidiu não aprovar o aporte de 25 milhões de dólares (cerca de R$ 128,5 milhões) oferecido por John Textor para reforçar o caixa da SAF alvinegra.
A decisão foi tomada após análise técnica do Banco BMG, que atua como consultor do clube e não recomendou a operação nos moldes propostos.
O principal ponto de divergência está na estrutura do acordo. Em troca do investimento, seria necessária a emissão de novas ações da SAF, o que aumentaria a participação de Textor no controle do futebol do clube. O movimento ocorre em meio a uma disputa do empresário com a Ares Management, credora da holding Eagle Football, pelo controle societário.
Essa não é a primeira vez que uma proposta semelhante é barrada pelo clube social. Uma oferta anterior, também no valor de 25 milhões de dólares, já havia sido rejeitada. Na ocasião, o recurso estava ligado a operações financeiras com as empresas GDA Luma e Hutton Capital.
O modelo utilizado anteriormente foi alvo de críticas internas, principalmente pelos juros considerados elevados, o que poderia resultar na perda de ações da SAF caso os compromissos financeiros não fossem quitados.
Apesar da recusa, o clube vive um momento delicado do ponto de vista financeiro. A SAF precisa de recursos para cumprir obrigações de curto prazo, incluindo parcelas do acordo com o Atlanta United pela contratação do meia Thiago Almada, que já apresentam atraso.
Paralelamente, o presidente do clube social, João Pedro Magalhães, busca um entendimento com a Ares Management para tentar equacionar a crise societária e encontrar alternativas de financiamento.
O impasse evidencia o momento de instabilidade na gestão do futebol do Botafogo, envolvendo disputas societárias, necessidade de caixa e decisões estratégicas sobre o futuro da SAF.



