Panorama

Incêndio atinge galpão da Ceasa em Irajá e mobiliza mais de 40 bombeiros

Comerciantes limparam box após incêndio em galpão na Ceasa - Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia

Um incêndio atingiu um dos pavilhões da Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, em Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira (24). A ocorrência mobilizou mais de 40 militares do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, que atuaram no combate às chamas.

Ao todo, sete unidades operacionais foram acionadas, com o apoio de 16 viaturas e equipes especializadas. Imagens que circulam nas redes sociais mostram uma intensa coluna de fumaça preta saindo do galpão, indicando a proporção do incêndio.

Segundo os bombeiros, o fogo foi controlado por volta das 7h55, e as equipes permaneceram no local realizando o trabalho de rescaldo para evitar novos focos.

Apesar da gravidade da situação, não houve registro de feridos. As causas do incêndio ainda estão sendo investigadas, mas informações preliminares apontam para a possibilidade de um curto-circuito em um dos boxes do pavilhão.

Comerciantes afetados relataram dificuldades no combate inicial às chamas. Júlio Gomes, dono de um depósito de bebidas atingido, afirmou que a ausência de água prejudicou a tentativa de conter o fogo no início. Segundo ele, funcionários chegaram a usar extintores, mas não conseguiram evitar a propagação. O prejuízo atinge diretamente diversas famílias que dependem da atividade no local.

O espaço atingido foi interditado pela Defesa Civil.

O prefeito Eduardo Cavaliere esteve na central e afirmou que o incêndio não comprometeu o abastecimento nem a estrutura geral da Ceasa. De acordo com ele, equipes da Comlurb serão mobilizadas para auxiliar na limpeza e no suporte aos comerciantes prejudicados. Os danos, segundo a avaliação inicial, foram concentrados em mercadorias e materiais.

Histórico de incêndios preocupa

Casos semelhantes têm sido registrados com frequência nas unidades da Ceasa. Em dezembro do ano passado, um incêndio de grandes proporções destruiu 28 lojas em Irajá e mobilizou mais de 110 bombeiros, com atuação que durou mais de dois dias. Na ocasião, quatro militares precisaram de atendimento médico por exaustão.

Outros episódios também foram registrados recentemente, como um incêndio em agosto de 2025 na unidade de Colubandê, em São Gonçalo, e outro em maio do mesmo ano, que atingiu a área de caixotaria em Irajá. Em 2022, cinco lojas também foram destruídas por um grande incêndio no local.

A recorrência das ocorrências levanta preocupações sobre as condições de segurança e prevenção contra incêndios nas instalações da central.

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