
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro apontam que o veículo perseguido por policiais antes da morte da médica Andréa Marins Dias era diferente do carro onde ela estava. O caso aconteceu no último domingo (15), em Cascadura, na Zona Norte.
Os registros mostram que agentes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro perseguiam um SUV modelo Corolla Cross de cor prata, apontado como sendo ocupado por criminosos. Já o carro da médica era do mesmo modelo, porém branco, o que levanta a hipótese de uma possível confusão durante a ação.
A investigação busca reconstituir o trajeto dos veículos antes da abordagem que terminou na Rua Palatinado, onde a vítima foi encontrada baleada dentro do carro.
Nas imagens, dois veículos passam por uma das ruas da região, sendo o segundo um Corolla Cross prata. Logo depois, uma viatura entra na via e inicia a perseguição. Em outro ponto, o carro suspeito aparece em alta velocidade, seguido pela polícia, enquanto moradores se abaixam ao ouvir disparos.
Um dos registros também mostra um policial com parte do corpo para fora da viatura, apontando um fuzil na direção do veículo perseguido. Esse é o último momento captado antes da ocorrência na Rua Palatinado.
O carro da médica apresentava marcas de tiros tanto na parte traseira quanto na dianteira. A principal linha de investigação considera que os agentes possam ter confundido o veículo da vítima com o dos suspeitos.
O caso é acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. Integrantes do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública se reuniram com policiais e delegados para discutir o andamento das apurações e reforçaram a necessidade de ampliar a coleta de imagens que possam esclarecer a dinâmica da ação.
Outro ponto investigado envolve o uso das câmeras corporais dos policiais. Segundo informações iniciais da PM, os equipamentos não teriam funcionado por falta de bateria, o que ainda será apurado oficialmente. O Ministério Público solicitou esclarecimentos sobre as circunstâncias do ocorrido.
Testemunhas relataram que a médica havia acabado de sair da casa dos pais quando foi atingida. Imagens feitas após a ação mostram um policial ordenando que o ocupante do veículo saísse do carro, sem saber que a vítima já estava morta.
Os agentes envolvidos foram afastados preventivamente das atividades operacionais. O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que apura as responsabilidades e as circunstâncias da ocorrência.



