Panorama

PM afasta policiais após suspeita de uso irregular de câmeras em ação com morte no Morro dos Prazeres

PM afasta agentes por 'mau uso' de câmeras em ação que teve morador morto  no Morro dos Prazeres | Rio de Janeiro | O Dia
Leandro e Roberta. Rede Social

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro afastou quatro agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais após uma operação que terminou com a morte de um morador no Morro dos Prazeres, na Região Central do Rio.

Segundo a corporação, a decisão foi tomada após indícios de “mau uso” das câmeras corporais durante a ação realizada na quarta-feira (18). Os policiais foram deslocados para funções administrativas enquanto a investigação segue em andamento.

Em nota, a PM informou que o afastamento tem como objetivo garantir uma apuração rigorosa e transparente, conforme as normas que regulam o uso dos equipamentos. A Corregedoria Geral acompanha o caso, mas a corporação não detalhou em que consistiria a irregularidade nem se os dispositivos estavam ligados no momento da operação.

A ocorrência é marcada por versões conflitantes. De um lado, o comando do Bope sustenta que houve confronto armado dentro da residência onde estava a vítima. De acordo com o tenente-coronel Marcelo Corbage, criminosos teriam invadido o imóvel, feito moradores reféns e iniciado disparos, o que levou à reação da equipe policial.

Ainda segundo o oficial, a ação resultou na morte de suspeitos apontados como integrantes do tráfico local, entre eles Claudio Augusto dos Santos, identificado como chefe do grupo criminoso na região.

A versão, no entanto, é contestada pela viúva do morador morto, Roberta Ferro Hipólito. Ela afirma que não houve troca de tiros e que os agentes já chegaram atirando.

De acordo com o relato, o casal estava em casa quando criminosos entraram no imóvel e, pouco depois, policiais invadiram o local. Segundo Roberta, a entrada da polícia ocorreu de forma violenta, com uso de explosivos na porta, sem qualquer tentativa de negociação.

A mulher também relatou dificuldades após o ocorrido, afirmando que documentos do casal foram levados da residência, o que tem dificultado a liberação do corpo no Instituto Médico Legal.

O caso segue sob investigação e deve analisar tanto a conduta dos policiais quanto as circunstâncias da operação, diante das divergências entre os relatos apresentados.

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