Panorama

Chefe do tráfico do Morro dos Prazeres é morto em operação; Paes manda apagar mural na Lapa

Ação do BOPE ocorre pelo segundo dia seguido em comunidades da região central do Rio

Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres
Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres — Foto: Reprodução

Uma operação do Batalhão de Operações Policiais Especiais terminou com a morte de Cláudio Augusto dos Santos, o Jiló, apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, na manhã desta quarta-feira (18).

A ação acontece pelo segundo dia consecutivo em comunidades da região central, como Fallet, Fogueteiro, Coroa, Escondidinho e Paula Ramos, com o objetivo de reprimir crimes ligados a roubo de veículos e tráfico de drogas.

Durante a operação, agentes da prefeitura apagaram um mural em homenagem a Carlos Pablo Rodrigues Quintanilha, filho do traficante conhecido como Abelha. A remoção foi determinada pelo prefeito Eduardo Paes. O grafite ficava nas proximidades da Escadaria Selarón, na região da Lapa.

A operação provocou impactos na rotina da população. Sete escolas municipais suspenderam as aulas, uma unidade de saúde teve o funcionamento interrompido e outras seguem abertas, mas sem atividades externas. Também há interdições em vias do Catumbi e do Rio Comprido, além de relatos de barricadas e incêndios em ruas da região.

Segundo a polícia, Jiló acumulava 135 anotações criminais e tinha ao menos 10 mandados de prisão em aberto, por crimes como tráfico de drogas, homicídio, sequestro e roubo. Ele também é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, em 2016, após a vítima entrar por engano na comunidade.

Mais de 150 agentes participam da operação, com apoio de viaturas, veículos blindados e equipes do 5º BPM. A ofensiva é desdobramento de ações recentes contra o tráfico na região e inclui a tentativa de capturar o traficante Abelha, que não foi localizado. A operação segue em andamento.

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