Panorama

Polícia Civil investiga denúncia de abuso contra menina de 7 anos em escola municipal de Niterói

Mães cobram providência em escola no Barreto, em Niterói, após criança contar que sofreu abuso no banheiro
Manifestação de mães na porta da escola no Barreto, em Niterói. Foto: Reprodução/Instagram/@leti.mts

A Polícia Civil apura uma denúncia de abuso sexual envolvendo uma aluna de 7 anos dentro da Escola Municipal Mestra Fininha, localizada no bairro do Barreto, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O caso teria ocorrido na última segunda-feira (2), dentro do banheiro da unidade escolar.

Segundo relato da mãe, a menina contou que foi surpreendida por um homem com o rosto coberto enquanto utilizava o banheiro da escola. A criança afirmou que o suspeito vestia um casaco preto e teria abaixado a calça, expondo as partes íntimas.

A estudante chegou em casa bastante abalada após as aulas. De acordo com a mãe, a filha relatou que tentou sair do local, mas o homem teria bloqueado sua passagem e tocado em suas partes íntimas, pedindo que ela não contasse o ocorrido a ninguém.

Ainda conforme a menina, o suspeito seria um homem de pele clara e teria tatuagens nas mãos, incluindo o desenho de um leão e letras nos dedos. Mesmo assustada, a criança conseguiu correr e retornar para a sala de aula.

A mãe também afirmou que uma colega da menina contou o ocorrido à professora, mas a situação não teria sido comunicada imediatamente à direção da escola.

O caso provocou revolta entre familiares e responsáveis por alunos. Na tarde desta quinta-feira (5), pais, amigos e parentes da estudante realizaram um protesto em frente à escola pedindo esclarecimentos sobre o episódio.

As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Niterói e correm sob sigilo.

 Nota

A Secretaria Municipal de Educação informou que acompanha o caso e repudiou qualquer tipo de violência no ambiente escolar. A pasta também comunicou a abertura de uma sindicância para apurar os fatos e avaliar a conduta da profissional citada. Segundo a secretaria, a estudante e sua família receberam atendimento psicológico e o município seguirá colaborando com as autoridades.

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