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Panorama

Polícia descarta versão de homem preso por feminicídio em Nova Iguaçu

Maxwel de Souza Gomes, de 37 anos, alegou que a esposa se feriu sozinha, mas perícia apontou que as três facadas sofridas por Valéria de Jesus Lima não poderiam ter sido autoinduzidas

Valéria Silva de Jesus Lima foi assassinada em Nova Iguaçu — Foto: Reprodução

A Polícia Civil descartou a versão apresentada por Maxwel de Souza Gomes, de 37 anos, preso em flagrante pelo feminicídio da esposa, Valéria Silva de Jesus Lima, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Em depoimento, o homem afirmou que a vítima teria se esfaqueado sozinha. A investigação, no entanto, concluiu que os ferimentos não poderiam ter sido provocados pela própria mulher.

Segundo o delegado Nathan Aceti, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), a perícia identificou três lesões: duas na região do tórax e uma abaixo da axila direita. A análise apontou que os ferimentos não eram compatíveis com a hipótese apresentada pelo suspeito, já que Valéria era destra. De acordo com o delegado, o próprio homem confirmou essa característica durante o depoimento.

A polícia também ouviu diversas testemunhas, entre elas o padrasto de Maxwel, proprietário do imóvel onde a agressão aconteceu. Após reunir os relatos e analisar os elementos encontrados, os investigadores concluíram que o marido foi o autor do crime.

Vítima morreu após ser esfaqueada

Valéria foi atacada na manhã da última quinta-feira (22), na Comunidade Três Campos, em Nova Iguaçu. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Maxwel foi preso em flagrante na unidade de saúde para onde a esposa havia sido levada. Após a detenção, agentes da DHBF foram até o local da agressão para realizar a perícia.

Durante as buscas, os policiais encontraram o cabo de uma faca sem a lâmina. O material foi localizado no imóvel onde Valéria foi ferida e integra os elementos apurados na investigação.

Valéria era mãe de seis filhos. Os três mais novos vivem com o pai, ex-marido da vítima.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que apura as circunstâncias do feminicídio e reúne provas para o procedimento criminal.

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