Proposta prevê investimentos de US$ 6 bilhões no desenvolvimento do futebol mundial, mais que o dobro do valor planejado para o ciclo atual

A Fifa pretende ampliar os recursos destinados às federações filiadas e prevê repassar US$ 25 milhões, cerca de R$ 125,6 milhões, a cada uma das 211 associações nacionais entre 2027 e 2030. O plano de investimentos, estimado em US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30,16 bilhões), tem como objetivo financiar o desenvolvimento do futebol mundial.
A proposta, antecipada pelo jornal norte-americano The Athletic e confirmada pelo Estadão, prevê mais que o dobro dos valores planejados para o período atual. Entre 2023 e 2026, o repasse previsto para cada federação era de US$ 10 milhões, aproximadamente R$ 50,27 milhões, além de recursos destinados às confederações continentais.
O plano deverá ser apresentado ao Conselho da Fifa nesta quinta-feira (15). Caso avance, a proposta será estruturada para uma nova análise em dezembro e poderá ser formalizada no Congresso da entidade em março de 2027.
Copa do Mundo aumenta reservas da entidade
A Fifa estima encerrar o ciclo de 2023 a 2026 com reservas financeiras de aproximadamente US$ 6 bilhões. Segundo a entidade, o resultado está relacionado ao desempenho comercial da Copa do Mundo de 2026, realizada na América do Norte.
O torneio gerou uma receita estimada em US$ 15 bilhões, acima da projeção inicial de US$ 11 bilhões e da estimativa revisada posteriormente para US$ 13 bilhões.
Dos US$ 6 bilhões previstos para o novo plano, cerca de US$ 3,5 bilhões seriam financiados com recursos das próprias reservas da entidade.
Proposta recebe apoio de opositores de Infantino
A ampliação dos repasses também ganhou força entre dirigentes que fazem oposição a Gianni Infantino, atual presidente da Fifa. A ideia foi defendida por Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, e Victor Montagliani, que comanda a Concacaf. Ambos também ocupam vice-presidências na entidade mundial.
A proposta surgiu como alternativa à criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária idealizada por Infantino para receber investimentos privados. O projeto provocou divergências internas e acabou sendo arquivado.
Infantino já havia sinalizado abertura para discutir a ampliação dos recursos destinados às federações e solicitado sugestões sobre como viabilizar o plano.
Infantino tem caminho aberto para novo mandato
Apesar das divergências internas, nenhum dos opositores do atual presidente havia estruturado uma candidatura para disputar o comando da Fifa, segundo as informações divulgadas. Infantino busca um quarto mandato à frente da entidade.
As 211 associações nacionais filiadas têm direito a um voto cada, com o mesmo peso. As confederações continentais não votam diretamente na eleição presidencial.
As candidaturas poderão ser registradas até 18 de novembro. As regras eleitorais preveem maioria simples, equivalente a 106 votos válidos, quando há dois candidatos. Se houver três ou mais concorrentes, será necessário alcançar dois terços dos votos válidos, ou 140 votos, no primeiro turno. Caso ninguém consiga esse percentual, o candidato com menos votos será eliminado até que restem dois concorrentes, que disputarão a eleição por maioria simples.



