Veículo anunciado nas redes sociais estava com placa falsa e chassi e motor remarcados; perícia recuperou a identificação original

Um homem foi preso em flagrante após ser encontrado com um carro avaliado em aproximadamente R$ 150 mil que apresentava sinais de clonagem. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou aos agentes que havia comprado o veículo por apenas R$ 10 mil, em uma negociação iniciada pelo Facebook Marketplace.
A abordagem foi realizada na quarta-feira (7) por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP). O pagamento, de acordo com o suspeito, foi feito integralmente em dinheiro.
Perícia identificou adulterações
Durante a fiscalização, os policiais encontraram irregularidades na identificação do automóvel. A placa utilizada no carro era falsa, enquanto as numerações do chassi e do motor haviam sido modificadas.
O veículo foi encaminhado para perícia. Os exames permitiram identificar a remarcação dos sinais e recuperar os dados originais do automóvel.
Diante das constatações, o homem recebeu voz de prisão e foi autuado em flagrante pelo crime relacionado à adulteração ou remarcação de sinais identificadores de veículo.
Polícia tenta descobrir origem do carro
A investigação agora busca descobrir quem participou da negociação e de onde o veículo foi levado antes de chegar às mãos do suspeito.
Os agentes também apuram se outras pessoas participaram da clonagem e comercialização do automóvel.
Trio é preso em investigação sobre furtos de carros de luxo
Em uma ocorrência diferente, policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) prenderam três homens suspeitos de integrar um grupo especializado em furtos de veículos de alto valor.
Segundo a Polícia Civil, o trio procurava carros nas regiões da Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Zona Sul. Para cometer os crimes, os suspeitos utilizavam ferramentas e dispositivos eletrônicos capazes de auxiliar na abertura dos veículos e na programação de chaves.
As investigações apontam que os automóveis furtados eram levados para a Comunidade da Serrinha, em Madureira, onde ficariam escondidos com apoio de integrantes da organização criminosa que atua na região.
Um dos crimes ocorreu em 25 de setembro, na Avenida Lúcio Costa, na Barra. Na ocasião, além de um veículo, foram levados um celular e um notebook pertencentes ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), além de duas pistolas que estavam no automóvel. Segundo a investigação, o grupo teria recebido R$ 8 mil pelo crime.
A identificação dos suspeitos foi possível após trabalho de inteligência e análise de imagens de câmeras municipais. De acordo com os investigadores, o trio planejava realizar outro furto no Jardim Oceânico quando foi abordado.
Com eles, os agentes encontraram ferramentas para abertura de veículos e um equipamento eletrônico usado na programação de chaves automotivas. Os três foram presos em flagrante por associação criminosa.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar outros possíveis integrantes do grupo.



