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Panorama

Mototaxista é morto a tiros em Duque de Caxias e família suspeita de disputa entre facções

Maycon Alisson Lourenço, de 33 anos, desapareceu após sair para buscar um passageiro e foi encontrado morto em Parque Suécia

Reprodução/Rede Social

A Polícia Civil investiga a morte do mototaxista Maycon Alisson Lourenço, de 33 anos, encontrado com marcas de tiros em uma área conhecida como Parque Suécia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O corpo foi localizado na noite de terça-feira (29), depois que a vítima havia desaparecido.

A família suspeita que o crime possa estar relacionado à disputa entre grupos criminosos que controlam diferentes regiões do município. Maycon morava no Corte 8, área apontada pelos parentes como dominada pelo Comando Vermelho, e teria saído de moto para buscar um passageiro no Pantanal, região atribuída ao Terceiro Comando Puro (TCP).

Vítima desapareceu após sair para trabalhar

Segundo os familiares, Maycon deveria buscar a filha de 3 anos na escola na segunda-feira (28), como fazia diariamente. A família estranhou o desaparecimento quando ele não apareceu para buscar a criança.

Antes da confirmação da morte, amigos receberam uma foto do mototaxista amarrado acompanhada de mensagens ameaçadoras. Os parentes afirmam que os registros teriam partido de criminosos da região onde o corpo foi encontrado.

A esposa de Maycon, Maria Eduarda da Silva, contou que a escola entrou em contato após perceber que ele não havia ido buscar a filha.

“Ele era um homem trabalhador e honesto. Todos gostavam dele, todos o conheciam”, relatou.

Família aponta possível relação com celular

Os parentes também acreditam que o conteúdo do celular de Maycon pode ter relação com o crime. Segundo a família, o aparelho tinha grupos de comunicação de mototaxistas e de moradores do Corte 8.

Maycon trabalhava como motorista de moto por aplicativo e deixou uma filha de 3 anos.

DHBF investiga o homicídio

A Polícia Militar informou que a ocorrência foi registrada como homicídio com posterior encontro de cadáver. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).

A Polícia Civil apura as circunstâncias do assassinato e busca identificar os responsáveis. Até a publicação da reportagem, ninguém havia sido preso.

O corpo de Maycon foi enterrado na quarta-feira (30), no Cemitério Nossa Senhora de Belém, no Corte 8.

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