Pesquisa ouviu 2.506 pessoas e também mediu opiniões sobre apostas dentro de casa, oferta de medicamentos para obesidade pelo SUS e reajuste do Bolsa Família

A proibição das apostas esportivas e dos cassinos online tem apoio de 78% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Outros 18% são contrários à medida e 4% não souberam responder.
O levantamento foi realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro com 2.506 eleitores de 16 anos ou mais, em 152 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08039/2026.
Apoio é maior entre mulheres e religiosos
A defesa da proibição aparece em diferentes grupos da população. Entre as mulheres, 82% são favoráveis à medida, enquanto o percentual chega a 74% entre os homens.
Por religião, 81% dos evangélicos e 76% dos católicos apoiam o fim das bets e dos cassinos virtuais.
Há também diferença entre os eleitores dos dois principais candidatos à Presidência. A proibição é defendida por 85% dos entrevistados que declararam intenção de votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e por 70% dos que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL). O Datafolha ressalta que os recortes por intenção de voto possuem margem de erro maior devido ao número menor de entrevistados em cada grupo.
18% dizem ter contato com apostas dentro de casa
A pesquisa também perguntou sobre o hábito de apostar entre os moradores das residências. Ao todo, 81% disseram que ninguém em casa costuma fazer apostas em bets ou cassinos online.
Outros 18% afirmaram que eles próprios ou outra pessoa da residência têm esse hábito, enquanto 1% não soube responder.
Entre os jovens de 16 a 34 anos, esse percentual chega a 27%. Entre os beneficiários do Bolsa Família, são 31%, contra 14% entre aqueles que não recebem o programa.
Maioria apoia canetas contra obesidade pelo SUS
Outro tema avaliado pelo Datafolha foi a oferta gratuita de medicamentos em forma de caneta para o tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta tem apoio de 68% dos entrevistados, enquanto 26% são contrários. Outros 3% se declararam indiferentes e 3% não responderam. O índice de apoio chega a 73% entre os eleitores de 16 a 24 anos.
Entre os eleitores que declararam intenção de votar em Lula, 84% são favoráveis à oferta. O percentual é de 52% entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.
Reajuste do Bolsa Família
O levantamento também apresentou aos entrevistados uma proposta de aumento de 15% no Bolsa Família. Pelo cenário apresentado, o benefício mínimo passaria de R$ 600 para R$ 691.
A medida é apoiada por 64% dos entrevistados, enquanto 31% são contrários. Outros 3% se disseram indiferentes e 2% não souberam responder.
Entre os beneficiários do programa, o apoio chega a 83%. Já entre quem não recebe o Bolsa Família, o índice é de 58%.
Na divisão por intenção de voto, 89% dos eleitores de Lula apoiam o reajuste, enquanto 40% dos eleitores de Flávio Bolsonaro são favoráveis à medida. Entre estes últimos, 54% são contrários.



