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Panorama

Debate para o governo do RJ tem ataques a Paes e Ruas e confronto sobre segurança, educação e transporte

Encontro da TV Globo reuniu cinco candidatos e teve discussões sobre Cedae, alianças políticas, segurança pública, educação e concessões

Douglas Ruas, Eduardo Paes, William Siri, André Marinho e Anthony Garotinho no debate da Globo — Foto: Rafael Nascimento/g1

Cinco candidatos ao governo do Rio de Janeiro participaram, na noite de terça-feira (29), do debate da TV Globo. Mediado pela jornalista Ana Paula Araújo, o encontro teve quatro blocos e foi marcado por críticas e acusações entre os concorrentes, principalmente direcionadas a Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL).

Além dos dois, participaram William Siri (PSOL), André Marinho (Novo) e Anthony Garotinho (Republicanos). Os candidatos discutiram propostas para áreas como transporte, educação, saúde, segurança pública, saneamento e desenvolvimento econômico.

Transporte, educação e Cedae

Logo no primeiro bloco, Douglas Ruas questionou Paes sobre a promessa de implantação da Linha 3 do metrô e citou o projeto de um VLT entre Santos Dumont e Botafogo. Paes afirmou que o VLT não foi prioridade de sua gestão e destacou investimentos em BRT, VLT e terminais.

Na discussão sobre emprego, Paes perguntou a William Siri sobre propostas para qualificação profissional e geração de vagas. Siri defendeu a reindustrialização do estado e a criação de complexos produtivos ligados a universidades e centros de pesquisa.

O saneamento também foi tema do primeiro bloco. Siri criticou a concessão da Cedae à iniciativa privada e defendeu a reestatização da companhia. Garotinho concordou com a proposta e afirmou que pretende buscar juridicamente a anulação dos contratos de concessão.

Na educação, André Marinho questionou Ruas sobre o desempenho do Rio no Ideb. O candidato do PL classificou o resultado como ruim e citou as escolas cívico-militares entre as políticas que pretende implementar.

Segurança e alianças políticas

No segundo bloco, William Siri questionou Ruas sobre o fim da escala de trabalho 6×1. O candidato afirmou que o trabalhador precisa de mais tempo de descanso, mas defendeu que os custos de uma eventual mudança não recaiam diretamente sobre os empresários.

Ruas também perguntou a Paes sobre políticas de combate à violência contra a mulher. Paes citou medidas de atendimento às vítimas e propôs ampliar a Patrulha Maria da Penha e criar oito delegacias da mulher com funcionamento 24 horas.

As alianças políticas também geraram confronto. Paes questionou Marinho sobre a relação de Ruas com o grupo político de Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar. Marinho respondeu fazendo críticas à trajetória política e às mudanças de alianças de Paes.

Na discussão sobre segurança, Garotinho apresentou a proposta de criação de um “Bope 2.0”, com atuação conjunta das polícias, investigação e programas sociais. Marinho defendeu a criação de uma estrutura integrada de comando e controle.

Propostas para as regiões do estado

O terceiro bloco foi dedicado a diferentes regiões do Rio. Entre os temas discutidos estiveram incentivos fiscais, turismo, saúde, educação, concessões e infraestrutura.

Na Costa Verde, Ruas defendeu centros regionais de saúde e redução de filas, enquanto Siri falou em turismo sustentável e de base comunitária e propôs um hospital em Itaguaí.

Na discussão sobre o Centro-Sul Fluminense, Siri criticou medidas adotadas na educação municipal do Rio. Paes destacou resultados da capital no Ideb e prometeu ampliar o ensino técnico e integral.

Também foram discutidas propostas para as Baixadas Litorâneas, o Noroeste, o Norte Fluminense e a Região Serrana. Entre as promessas apresentadas estiveram a duplicação da RJ-106, novos investimentos em saúde e segurança e obras de infraestrutura.

Autismo e acusações

No quarto bloco, os candidatos voltaram a discutir temas livres. Paes e Ruas debateram políticas para pessoas com autismo, incluindo diagnóstico e atendimento especializado. Paes reconheceu ter usado uma expressão inadequada ao tratar do tema e pediu desculpas caso tenha ofendido alguém.

O debate também foi marcado por acusações relacionadas a corrupção e à atuação de grupos políticos. Em uma das discussões, Paes e Garotinho trocaram acusações sobre a administração pública e sobre as concessões de cemitérios na cidade do Rio.

Garotinho também questionou Paes sobre o destino das vigas de aço retiradas da Perimetral. Paes afirmou que, após a concessão da região portuária, as estruturas passaram a pertencer a uma empresa privada. Garotinho contestou a explicação.

Considerações finais

No encerramento, os cinco candidatos apresentaram propostas e fizeram pedidos de voto para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

André Marinho defendeu uma mudança na administração do estado e pediu votos para sua candidatura. Douglas Ruas afirmou representar uma nova geração política e apresentou sua candidatura como alternativa ao grupo que, segundo ele, administra o estado há anos.

Eduardo Paes afirmou que o grupo político representado por Ruas representa uma continuidade das administrações anteriores e defendeu sua experiência administrativa.

William Siri pediu votos para sua candidatura e para aliados de sua federação, enquanto Garotinho destacou realizações de seus governos anteriores e voltou a criticar setores do Ministério Público, do Judiciário, da Alerj e do governo estadual.

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