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Panorama

Greve dos Correios completa uma semana e dissídio será julgado na segunda-feira

Trabalhadores rejeitam reajuste de 0,87% e cobram mudanças na proposta sobre plano de saúde, salários e benefícios

Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

A greve dos trabalhadores dos Correios completou uma semana nesta sexta-feira (18), enquanto permanece sem acordo entre a empresa e representantes da categoria. O dissídio coletivo está marcado para ser julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) na próxima segunda-feira (21), às 13h30.

Um dos principais pontos de impasse é o CorreiosSaúde. Os empregados contestam a proposta de mudança da condição da estatal de mantenedora para patrocinadora do plano.

Segundo as entidades sindicais, a alteração pode aumentar os valores pagos por funcionários, aposentados e dependentes e reduzir garantias previstas atualmente.

Também houve rejeição à proposta de reajuste salarial de 0,87% apresentada pela empresa. A categoria reivindica recomposição das perdas inflacionárias e ganho real, alegando que o percentual oferecido fica abaixo da inflação acumulada.

Entre as demais reivindicações estão a retomada do adicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% sobre repousos e feriados trabalhados.

Os trabalhadores também se posicionam contra a retirada de benefícios e gratificações específicas, como adicionais destinados a motoristas, quebra de caixa e o vale extra de Natal.

TST determina manutenção de 80% do efetivo

Durante a paralisação, o TST determinou que 80% dos empregados permaneçam em atividade em cada unidade.

A decisão levou em consideração a natureza essencial dos serviços postais e os possíveis impactos da paralisação, inclusive durante o período eleitoral.

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou que a categoria espera uma iniciativa concreta da empresa para a retomada das negociações.

“Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.”

Para a federação, as demais medidas administrativas da empresa podem ser necessárias, mas estão sendo implementadas em um momento considerado inadequado diante da falta de acordo coletivo.

Correios dizem que serviços continuam

Em nota, os Correios informaram que os serviços seguem funcionando em todo o país e classificaram a adesão à greve como parcial.

A estatal afirmou que vem adotando medidas para reduzir os impactos da paralisação, entre elas o deslocamento de empregados administrativos para funções operacionais, remanejamento de veículos e realização de mutirões.

A orientação aos clientes é acompanhar o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo oficial e aguardar a entrega no endereço de destino.

Para situações específicas, os Correios disponibilizam atendimento pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, além dos canais de chat e Fale Conosco.

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