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A Polícia Civil identificou dois entregadores apontados como participantes do espancamento que terminou com a morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, e Aílton José da Silva, de 24, são considerados foragidos após a Justiça expedir mandados de prisão temporária contra os dois.
O crime aconteceu no dia 11 de agosto. Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, para andar de bicicleta quando foi abordado na Rua Barata Ribeiro por um segurança que suspeitou que o veículo tivesse sido furtado. A bicicleta, porém, pertencia à irmã da vítima.
Segundo as investigações, Cláudio, que tinha transtornos mentais, não conseguiu explicar naquele momento a origem da bicicleta. A abordagem evoluiu para uma sequência de agressões. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o ciclista foi levado para outro ponto de Copacabana e continuou sendo atacado.
Entre os envolvidos identificados pela polícia estão os dois entregadores, que aparecem nas gravações utilizando mochilas de entrega. Um segurança também teria participado da ação.
Ataque foi registrado por câmeras
As imagens analisadas pelos investigadores mostram Cláudio sendo segurado e agredido com socos, chutes e golpes de madeira. Em determinado momento, mesmo já caído no chão e sem reagir, ele continua sendo atingido.
Segundo a análise das gravações, foram contabilizadas pelo menos 57 pauladas. Durante a agressão, um dos envolvidos ainda teria revistado os bolsos da vítima enquanto ela permanecia caída.
Cláudio foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna.
A 12ª DP (Copacabana) investiga o caso como homicídio triplamente qualificado, considerando as circunstâncias apontadas na investigação: motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Outros envolvidos estão presos
Além dos dois entregadores procurados, outros dois seguranças são investigados pela participação no episódio.
Jorge Luiz Ricardo Dias, de 56 anos, se apresentou à polícia na quinta-feira (20). Segundo a investigação, ele participou da abordagem inicial e retirou a bicicleta do local, mas não teria participado diretamente das agressões que provocaram a morte.
Davi Santos Machado, de 22 anos, também foi preso. Ele é apontado como um dos envolvidos nas agressões. Antes de ser preso, prestou depoimento duas vezes e, inicialmente, negou participação. Posteriormente, segundo a polícia, admitiu envolvimento.
Os dois seguranças foram transferidos nesta sexta-feira (21) para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Já Felipe e Aílton continuam sendo procurados pelas autoridades.


