
Depois de mais de 30 anos dedicados às pistas, Lucas di Grassi encerrou oficialmente a carreira como piloto neste fim de semana. Aos 42 anos, o brasileiro disputou a rodada dupla do ePrix de Londres, última etapa da temporada da Fórmula E, e decidiu deixar os volantes após uma trajetória que incluiu passagem pela Fórmula 1 e um título mundial na categoria elétrica.
Di Grassi competiu pela última vez no domingo (17), defendendo a Lola-Yamaha Team. O brasileiro não conseguiu completar nenhuma das duas corridas em Londres e terminou o campeonato na 17ª colocação, com 32 pontos.
A despedida foi acompanhada por uma mensagem publicada nas redes sociais, em que o piloto compartilhou uma foto ao lado do filho e falou sobre a mudança de fase. Para ele, o encerramento da carreira não representa apenas uma despedida das competições, mas o início de um novo período da vida.
O brasileiro chegou à Fórmula 1 em 2010, quando correu pela Virgin Racing. Apesar de não ter marcado pontos, a experiência o colocou no grid da principal categoria do automobilismo mundial.
Poucos anos depois, Di Grassi se tornou um dos nomes da história da Fórmula E. Ele participou da primeira temporada da competição, em 2014, e também esteve envolvido no desenvolvimento do primeiro carro utilizado pela categoria.
Ao longo de 12 anos na Fórmula E, foram 13 vitórias, 41 pódios e quatro pole positions. O principal momento aconteceu na temporada 2016-17, quando conquistou o título mundial. O brasileiro também terminou entre os três primeiros nas cinco primeiras temporadas da categoria, com dois vice-campeonatos e dois terceiros lugares.
Antes de chegar à Fórmula E, Di Grassi passou por categorias como Fórmula Renault e Fórmula 3 e disputou quatro temporadas da GP2, atual Fórmula 2. Na categoria, foi vice-campeão em 2007 e terminou em terceiro nos dois anos seguintes.
O piloto também teve passagem pelo Mundial de Endurance e disputou quatro edições das 24 Horas de Le Mans pela Audi. Seu melhor resultado foi o segundo lugar, conquistado em 2014.
Agora, fora das pistas, Di Grassi avalia possibilidades para a próxima etapa profissional. Uma delas é assumir uma função de gestão, como chefe de equipe. Ao mesmo tempo, o piloto afirmou que pretende acompanhar de perto o crescimento do filho e transmitir a ele os valores que aprendeu durante sua trajetória no automobilismo.



