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Panorama

Prichard Colón morre aos 33 anos, 11 anos após grave lesão sofrida no boxe

Patrick Smith / Getty Images via AFP

O ex-boxeador porto-riquenho Prichard Colón morreu nesta quinta-feira (13), aos 33 anos, depois de passar mais de uma década com graves sequelas provocadas por uma lesão cerebral sofrida durante uma luta em 2015. O atleta permaneceu em estado vegetativo durante os últimos 11 anos.

A morte foi anunciada pelo pai de Prichard nas redes sociais. Na mensagem, ele falou sobre os anos dedicados aos cuidados do filho e agradeceu o apoio recebido da família e de pessoas que acompanharam a história do ex-lutador.

A carreira de Prichard foi interrompida quando ele tinha apenas 23 anos. Naquele momento, o porto-riquenho era considerado uma promessa do boxe profissional e ainda não havia perdido nenhuma luta: eram 16 vitórias, sendo 13 por nocaute.

Luta terminou em tragédia

O episódio que mudou a vida do atleta aconteceu em outubro de 2015, durante um combate contra o norte-americano Terrel Williams, realizado na Virgínia, nos Estados Unidos.

Durante a luta, Prichard foi atingido por golpes na parte de trás da cabeça, uma região em que esse tipo de golpe é proibido pelas regras do boxe.

Depois do combate, o lutador começou a apresentar tontura e náuseas. A situação levou à interrupção da luta e à necessidade de atendimento hospitalar.

Os médicos descobriram que Prichard tinha sofrido um hematoma subdural, caracterizado pelo acúmulo de sangue entre o cérebro e o crânio. Ele precisou passar por uma cirurgia para reduzir a pressão intracraniana.

Mesmo com o procedimento, as lesões deixaram consequências permanentes. O ex-boxeador permaneceu mais de sete meses em coma e, depois de recuperar a consciência, continuou em estado vegetativo.

Adversário continuou carreira

O caso também gerou questionamentos sobre a responsabilidade pelos golpes sofridos por Prichard. Apesar do episódio, Terrel Williams não recebeu suspensão ou punição prolongada relacionada à luta.

O norte-americano voltou aos ringues depois do confronto e disputou outras quatro lutas. A última delas aconteceu em 2019.

Enquanto isso, a família de Prichard buscou reparação na Justiça pelos danos provocados pela lesão. O processo ainda estava em andamento e não havia recebido um veredito até a morte do ex-boxeador.

Prichard passou os últimos 11 anos sob os cuidados da família. Segundo o pai, entre os desejos do filho estava voltar a Porto Rico para passar férias, algo que a família tentou realizar, mas não conseguiu.

Aos 33 anos, o ex-lutador deixa uma história marcada por uma carreira promissora que foi interrompida precocemente e por uma longa batalha enfrentada pela família após a grave lesão sofrida dentro do ringue.

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