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Panorama

EUA aceitam pedido do Brasil na OMC e abrem caminho para negociação sobre tarifas

Casa Branca: Estados Unidos aceitaram o pedido do Brasil para participar das consultas — Foto: Reprodução

Os Estados Unidos responderam ao pedido apresentado pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e aceitaram iniciar consultas sobre as tarifas adicionais aplicadas a produtos brasileiros. A manifestação norte-americana ocorreu nesta segunda-feira (10).

Em resposta enviada à organização, o governo dos EUA afirmou estar disposto a conversar com representantes brasileiros e propôs que a data das consultas seja definida em comum acordo entre os dois países.

O Brasil havia recorrido ao sistema de solução de controvérsias da OMC em 27 de julho, questionando as medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. Na avaliação brasileira, as tarifas impostas são incompatíveis com compromissos assumidos pelos países integrantes da organização.

Primeira etapa da disputa

O pedido de consultas é a primeira fase formal do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. Nesse momento, os países tentam chegar a um entendimento por meio de negociações.

Caso não haja acordo, o processo pode avançar para a criação de um painel responsável por analisar as medidas questionadas.

No documento apresentado à OMC, o Brasil também argumentou que estaria sendo tratado de maneira menos favorável pelos Estados Unidos em comparação com outros países integrantes da organização.

China quer participar

A China também solicitou autorização para participar das consultas entre Brasil e Estados Unidos. O governo chinês argumentou que possui interesse comercial direto na discussão por ser um dos países afetados pelas medidas tarifárias norte-americanas.

A China é atualmente o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo o governo chinês, as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses afetam as condições de concorrência desses produtos no mercado norte-americano.

Por isso, Pequim pediu formalmente à OMC para participar das consultas e acompanhar as discussões relacionadas à disputa comercial.

A participação da China ainda depende de autorização dentro do procedimento da organização.

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