
A Argentina entra em campo neste domingo (19), diante da Espanha, na final da Copa do Mundo, com a chance de alcançar um feito reservado a poucas seleções na história da competição. Atual campeã, a equipe de Lionel Messi pode conquistar o segundo título mundial seguido e se juntar a Brasil e Itália como as únicas seleções bicampeãs consecutivas.
A primeira equipe a alcançar essa marca foi a Itália. A Azzurra levantou a taça em 1934, após derrotar a Tchecoslováquia por 2 a 1 na prorrogação, e voltou a conquistar o Mundial em 1938, ao vencer a Hungria por 4 a 2, na última edição antes da Segunda Guerra Mundial.
O Brasil repetiu o feito décadas depois. A Seleção foi campeã em 1958, ao superar a Suécia por 5 a 2, e confirmou o bicampeonato em 1962, derrotando a Tchecoslováquia por 3 a 1. Curiosamente, nas duas decisões, os brasileiros saíram atrás no placar antes de buscar a virada.
Desde então, outras seleções tentaram entrar para esse seleto grupo, mas ficaram pelo caminho. O Brasil teve a oportunidade após conquistar o título em 1994, porém acabou derrotado pela França na final de 1998.
A França também esteve perto de repetir o feito recentemente. Campeã em 2018, chegou à decisão da Copa de 2022, mas acabou superada justamente pela Argentina nos pênaltis.
Outras equipes também bateram na trave. A Holanda foi vice-campeã nas edições de 1974 e 1978, enquanto a Alemanha perdeu as finais de 1982 e 1986. Já a própria Argentina, campeã em 1986, esteve perto do bicampeonato em 1990, mas acabou derrotada pelos alemães na decisão.
Agora, diante da Espanha, os argentinos têm a oportunidade de voltar a fazer história e igualar uma marca que permanece exclusiva de Brasil e Itália há mais de seis décadas.



