Panorama

Rodoviários mantêm estado de greve e aguardam nova proposta das empresas

Greve dos rodoviários no Rio de Janeiro causa longas filhas e ônibus lotados — Foto: Fabiano Rocha/30.6.2026

Os rodoviários do município do Rio decidiram manter o estado de greve após rejeitarem, em assembleia realizada nesta terça-feira (7), a proposta de reajuste salarial de 4,5% apresentada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus). A categoria seguirá trabalhando normalmente enquanto aguarda uma nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), marcada para esta quarta-feira (8), às 11h, quando os empresários informarão se poderão apresentar uma nova oferta.

A proposta rejeitada previa aumento salarial de 4,5%, ligeiramente superior à oferta anterior de 4,39%, além de reajuste no valor da cesta básica. No entanto, os trabalhadores reivindicam reajuste de 17%, piso salarial de R$ 4 mil e melhorias em outros benefícios. A expectativa é que as empresas aceitem discutir um percentual de pelo menos 5%, índice concedido recentemente aos rodoviários de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.

A nova rodada de negociações atende a um pedido do TRT e do Ministério Público do Trabalho (MPT), que buscam evitar uma nova paralisação do transporte coletivo na capital. Ainda nesta quarta-feira, às 16h, os rodoviários realizarão outra assembleia para avaliar a possível contraproposta patronal e decidir os próximos passos do movimento.

A categoria iniciou uma greve em 29 de junho, mas suspendeu temporariamente a paralisação no dia 2 de julho para permitir o avanço das negociações. Como não houve acordo na audiência realizada na última segunda-feira (6), o risco de uma nova greve continua sendo considerado caso o impasse permaneça.

O Rio Ônibus afirma que as empresas enfrentam dificuldades financeiras, alegando redução nas receitas e nos subsídios em comparação com 2023. Segundo a entidade, a situação econômica limita a capacidade de conceder reajustes maiores. Enquanto patrões e empregados tentam chegar a um consenso, milhares de passageiros acompanham as negociações apreensivos, temendo novos transtornos no transporte público da cidade.

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