Panorama

Vereador de São Paulo é preso em operação que investiga lavagem de dinheiro para o PCC

Senival Moura é 1º secretário da Câmara Municipal de São Paulo
Afonso Braga / Câmara Municipal de São Paulo

 

Vereador da cidade de São Paulo foi preso nesta quinta-feira (25) durante a Operação Última Parada, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista. A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, em conjunto com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O alvo da prisão é Senival Moura (PT), primeiro-secretário da Câmara Municipal de São Paulo. Segundo as investigações, ele teria atuado na lavagem de dinheiro do crime organizado por meio da empresa de ônibus Transunião, que também é alvo da operação.

Além do parlamentar, o presidente da empresa, Lourival de França Monário, está entre os investigados. Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão temporária e 103 mandados de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

A operação também determinou o bloqueio de bens dos investigados em até R$ 194 milhões, incluindo imóveis, ônibus e embarcações. A Justiça autorizou ainda a intervenção na Transunião e o afastamento de integrantes da direção da empresa.

De acordo com o Deic, análises financeiras apontaram movimentações consideradas incompatíveis com os padrões de transparência empresarial. Os investigadores afirmam que a empresa teria sido utilizada para ocultar recursos ligados ao PCC, por meio de uma complexa rede de transações financeiras.

As apurações tiveram origem em investigações relacionadas ao assassinato de um ex-presidente da Transunião, ocorrido em 2020. Durante a análise de materiais apreendidos no caso, a polícia encontrou documentos e planilhas que ajudaram a identificar supostos beneficiários ocultos dos recursos movimentados pela companhia.

A defesa dos investigados não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem. As investigações continuam para apurar a extensão do esquema e a possível participação de outros envolvidos.

 

 

 

 

 

Fonte: ODia

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