
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentou representações ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo investigação sobre os gastos do governo federal com publicidade institucional em ano eleitoral.
Segundo o parlamentar, o governo já teria empenhado R$ 785,7 milhões em publicidade no primeiro semestre de 2026, valor que, de acordo com seus cálculos, ultrapassa em R$ 167,6 milhões o limite permitido pela legislação eleitoral, um excesso de cerca de 27%.
Marinho também questiona a campanha publicitária “Tempo com a Família”, criada para defender o fim da escala de trabalho 6×1. Conforme a representação, a ação teria consumido aproximadamente R$ 80 milhões e poderia configurar uso da máquina pública para promover uma pauta com potencial impacto eleitoral.
O senador cita ainda um precedente de 2019, quando o TCU suspendeu uma campanha do governo Bolsonaro sobre o Pacote Anticrime por entender que não era adequado utilizar publicidade oficial para divulgar proposta legislativa ainda em tramitação. Para Marinho, o mesmo entendimento deve ser aplicado ao caso atual.
Nas representações, o parlamentar solicita ao TCU a realização de uma auditoria emergencial na Secretaria de Comunicação Social (Secom), a suspensão imediata da campanha sobre a escala 6×1 e a aplicação de multa aos responsáveis. À PGR, pede a abertura de um procedimento investigatório para apurar possíveis irregularidades.
Até o momento da publicação da reportagem, não havia manifestação do governo federal sobre as acusações.



