
Andrew Caballero-Reynolds / AFP
A seleção da Costa do Marfim não contará com o apoio de grande parte de sua torcida durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o Comitê Nacional de Torcedores dos Elefantes (CNSE), responsável por organizar viagens para acompanhar a equipe, os pedidos de visto para entrada nos Estados Unidos foram negados, impedindo a presença dos marfinenses no torneio.
A situação ocorre em meio ao endurecimento das políticas migratórias adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, que tem gerado críticas de entidades esportivas e organizações internacionais às vésperas da competição.
De acordo com o presidente do CNSE, Julien Kouadio Adonis, a entidade precisou cancelar os planos de viagem após enfrentar dificuldades para obter autorização de entrada no país.
“Os torcedores desistiram de viajar porque os Estados Unidos não querem ver torcedores de certos países em seu território”, afirmou o dirigente.
Apenas alguns integrantes do comitê receberam autorização para viajar. Em edições anteriores da Copa do Mundo e da Copa Africana de Nações, dezenas de torcedores organizados foram mobilizados para acompanhar a seleção marfinense nos estádios.
O episódio aumenta a preocupação em torno dos impactos das restrições migratórias sobre a realização do Mundial. Nos últimos dias, outros casos também chamaram atenção, incluindo o de um árbitro da Somália que teve sua entrada barrada nos Estados Unidos, alimentando o debate sobre o acesso de profissionais e torcedores de diferentes nacionalidades ao torneio.
A ausência dos torcedores da Costa do Marfim representa um duro golpe para a seleção africana, que perde parte do tradicional apoio vindo das arquibancadas em uma das maiores competições esportivas do planeta.


