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Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (10) pelo instituto Genial/Quaest mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto em uma possível disputa de segundo turno pela Presidência da República em 2026. No cenário testado, Lula aparece com 44% das preferências, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 38%.
O levantamento indica que o presidente ampliou sua vantagem em relação ao principal adversário na pesquisa. Em abril, Flávio chegou a aparecer numericamente à frente, dentro da margem de erro, mas os números dos últimos meses mostram recuperação do petista.
Na projeção para o primeiro turno, Lula também lidera. O presidente soma 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Os demais nomes avaliados aparecem com percentuais menores, entre eles Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
A pesquisa também avaliou o grau de convicção dos eleitores. Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, 71% afirmaram que a decisão é definitiva. Entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, esse índice ficou em 70%.
Outro dado observado pelo levantamento é o nível de rejeição dos pré-candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 56% de rejeição entre os entrevistados que disseram conhecer seu nome, enquanto Lula registra 53%.
Avaliação do governo
Os números mostram ainda uma leve redução na desaprovação ao governo federal. Segundo a pesquisa, 48% desaprovam a gestão de Lula, contra 47% que a aprovam. Em maio, os índices eram de 49% e 46%, respectivamente.
Quando questionados sobre a avaliação geral da administração federal, 38% classificaram o governo como negativo, 34% como positivo e 26% como regular.
Economia e preocupações
A violência segue sendo apontada como o principal problema do país, citada por 30% dos entrevistados. Corrupção, questões sociais, saúde e economia aparecem na sequência entre as maiores preocupações da população.
Na área econômica, 44% afirmaram que a situação do país piorou nos últimos 12 meses. Já 33% consideram que ela permaneceu igual, enquanto 20% avaliam que houve melhora.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.


