
O Governo do Estado do Rio de Janeiro retirou a escolta da ex-primeira-dama Analine Castro e dos filhos do ex-governador Cláudio Castro (PL), após decisão da Justiça que proibiu a utilização de segurança institucional para familiares de ex-governadores.
A medida foi comunicada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na última segunda-feira (8), e passou a valer nesta terça-feira (9). Com isso, a ex-primeira-dama e os dois filhos do ex-governador deixaram de contar com o esquema de proteção custeado pelo Estado.
A estrutura de segurança era composta por 44 policiais militares, que atuavam em regime de escala, além de cinco veículos blindados. Segundo informações divulgadas, o custo mensal do aparato girava em torno de R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A mudança ocorre após o Tribunal de Justiça do Rio derrubar trechos de um decreto editado por Cláudio Castro que permitia estender a escolta oficial a cônjuges e filhos de ex-governadores por tempo indeterminado. O entendimento da Corte foi de que a ampliação do benefício não possuía respaldo legal.
Apesar da decisão, Cláudio Castro continuará contando com segurança pessoal garantida por lei. O ex-governador segue com uma equipe de escolta composta por 20 agentes e dois carros blindados pelo período previsto na legislação estadual.
Em nota, Castro afirmou respeitar a decisão judicial, mas destacou que a segurança de ex-governadores e familiares deve considerar critérios técnicos e avaliações de risco, especialmente em razão da exposição pública e do enfrentamento ao crime organizado durante o exercício do cargo.
Já o Governo do Estado informou que apenas cumpriu a determinação da Justiça e reforçou que a proteção institucional permanece assegurada exclusivamente ao ex-governador, conforme previsto em lei.


