Panorama

PT discute reforma do Judiciário e avalia incluir proposta no plano de governo de Lula

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante declaração conjunta à imprensa, no Palácio do Planalto. – Foto: Ricardo Stuckert/PR

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) iniciou nesta terça-feira (9), em Brasília, uma série de debates sobre a reforma do Poder Judiciário, tema que poderá integrar o programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral de 2026.

A discussão ocorreu durante um seminário promovido pela legenda, que reuniu dirigentes partidários e especialistas da área jurídica para debater possíveis mudanças na estrutura e nos mecanismos de controle do Judiciário brasileiro.

De acordo com integrantes da pré-campanha presidencial, as propostas apresentadas durante o encontro serão analisadas e poderão ser incorporadas ao plano de governo que está sendo elaborado para a campanha. A expectativa é que a primeira versão do documento seja concluída até meados de julho e posteriormente submetida à avaliação de Lula e dos partidos que compõem sua coligação.

Presidente nacional do PT e apontado como futuro coordenador-geral da campanha, Edinho Silva afirmou que a eventual inclusão do tema dependerá da avaliação do presidente e do consenso entre as siglas aliadas. Segundo ele, o principal objetivo neste momento é aprofundar o debate dentro do partido.

Entre os pontos discutidos está o fortalecimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela fiscalização e controle administrativo do Judiciário. Edinho defendeu a ampliação da participação da sociedade civil nos mecanismos de acompanhamento das atividades do sistema de Justiça.

A iniciativa ocorre em meio à construção das diretrizes que deverão nortear a campanha de reeleição de Lula. Além de temas econômicos e sociais, o partido busca ampliar o debate sobre reformas institucionais consideradas estratégicas para os próximos anos.

O seminário desta terça-feira marca o início de uma discussão interna que poderá resultar em propostas concretas para mudanças na estrutura do Judiciário, caso o assunto seja incorporado oficialmente ao programa eleitoral da chapa governista.

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