
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de um jovem de 22 anos durante a limpeza de um caminhão-tanque em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A vítima, identificada como Isaac Alexandre da Silva, trabalhava como lavador de caminhões e passou mal ao entrar no compartimento de carga do veículo, localizado em uma empresa no bairro Campos Elíseos.
Segundo informações da família, Isaac sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto realizava o serviço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Dois colegas de trabalho que tentaram resgatá-lo também passaram mal após entrarem no tanque e precisaram receber atendimento médico.
O caso levanta questionamentos sobre as condições de segurança no ambiente de trabalho. Familiares afirmam que o jovem não utilizava equipamentos de proteção adequados para atuar em espaço confinado, considerado um dos ambientes de maior risco para trabalhadores.
De acordo com especialistas e normas de segurança do trabalho, atividades realizadas em espaços confinados exigem procedimentos específicos, como monitoramento constante da qualidade do ar, ventilação adequada, equipamentos de proteção respiratória e acompanhamento externo durante toda a execução do serviço.
Segundo o Corpo de Bombeiros, compartimentos fechados como caminhões-tanque podem apresentar deficiência de oxigênio e concentração de gases tóxicos ou inflamáveis. Nessas condições, uma pessoa pode perder a consciência em poucos minutos, correndo risco de morte.
Os militares que participaram da ocorrência utilizaram equipamentos especiais para acessar o interior do tanque e realizar o resgate.
Em nota, a empresa Brilha Tanque lamentou a morte do funcionário, afirmou que cumpre as normas de segurança exigidas para a atividade e informou que está colaborando com as investigações conduzidas pelas autoridades, além de prestar assistência à família da vítima.
O caso é apurado pela 60ª DP (Campos Elíseos), que já realizou perícia no local. Os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se todos os protocolos de segurança previstos para esse tipo de trabalho estavam sendo cumpridos.
Familiares também relatam insatisfação com a postura da empresa após o acidente. Segundo eles, o proprietário do estabelecimento, Alexsandro Mendonça Rosa, conhecido como Alex Rosa, não teria respondido diretamente às mensagens enviadas pela família após a tragédia.
O sepultamento de Isaac Alexandre da Silva ocorreu na última quinta-feira (4), no Cemitério de Cordovil, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso segue sob investigação.


