Panorama

Monique nega ter sido alertada sobre agressões a Henry e contesta depoimento de ex-babá durante julgamento

Monique Medeiros deixa presídio no Complexo de Gericinó — Foto: Domingos Peixoto/Arquivo

 

Em depoimento prestado nesta terça-feira (2) no julgamento pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros negou ter recebido qualquer alerta sobre supostas agressões sofridas pelo filho e contestou diretamente o relato da ex-babá da criança, considerada uma das testemunhas centrais do caso.

Durante o interrogatório, Monique se emocionou ao falar sobre as acusações e afirmou que jamais teria permitido a convivência entre Henry e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, caso tivesse conhecimento de episódios de violência.

Segundo a mãe do menino, em nenhum momento a ex-funcionária relatou agressões, maus-tratos ou qualquer situação que colocasse o filho em risco. A declaração confronta o depoimento prestado anteriormente pela babá Thayná Ferreira, que afirmou ter presenciado comportamentos suspeitos envolvendo Henry e Jairinho e disse ter compartilhado suas preocupações com Monique.

Ao longo do julgamento, Thayná relatou episódios em que a criança teria apresentado dores e mudanças de comportamento após permanecer sozinha com Jairinho. A testemunha também afirmou ter enviado mensagens e registros para a mãe do menino relatando situações que considerava preocupantes.

Já Monique sustentou diante dos jurados que interpretava as alterações emocionais e comportamentais de Henry como reflexo das mudanças que ele enfrentava naquele período, incluindo a separação dos pais, a adaptação a uma nova escola e a mudança de residência. Segundo ela, essa preocupação a levou a buscar acompanhamento psicológico para o filho.

O depoimento marca mais um capítulo de divergência entre as versões apresentadas no Tribunal do Júri. Enquanto a acusação sustenta que havia sinais de violência contra Henry antes de sua morte, a defesa de Monique argumenta que ela não tinha conhecimento de qualquer agressão praticada contra a criança.

O julgamento de Monique Medeiros e Jairinho segue no Rio de Janeiro, com a expectativa de novas oitivas e debates entre acusação e defesa antes da decisão dos jurados.

 

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