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A implantação da Taxa de Turismo em Ilha Grande teve início nesta segunda-feira (1º) cercada por manifestações, críticas de empresários do setor turístico e registros de vandalismo na Vila do Abraão, principal acesso à ilha.
Nos dias que antecederam a cobrança, o aumento do fluxo de visitantes provocou filas e reclamações sobre a estrutura de embarque e desembarque no Cais do Abraão, especialmente durante os períodos de chuva.
A nova taxa será implantada gradualmente. Em 2026, os visitantes pagarão metade do valor previsto, equivalente a R$ 47,50 para estadias de até sete dias. A partir do oitavo dia, haverá cobrança adicional por diária. Moradores, familiares de até segundo grau, prestadores de serviço cadastrados, crianças de até 12 anos e idosos acima de 60 anos estão isentos.
A medida segue sendo alvo de críticas da Associação dos Meios de Hospedagem da Ilha Grande (AMHIG), que afirma não ter havido diálogo suficiente com os setores impactados. A entidade teme reflexos negativos para a economia local, com possível redução no número de turistas e prejuízos para pousadas, restaurantes, bares e operadores de turismo.
A polêmica ganhou novos capítulos após uma fiscalização do Procon-RJ, que levantou questionamentos sobre a empresa responsável pela gestão da cobrança, além de apontar possíveis falhas relacionadas à transparência das informações e ao tratamento dos dados dos visitantes.
Durante a madrugada desta segunda-feira, equipamentos do programa Viva Angra instalados na Vila do Abraão foram destruídos e incendiados. Imagens de câmeras de segurança mostram dois homens envolvidos na ação. A Prefeitura de Angra dos Reis classificou o caso como criminoso e informou que as forças de segurança já iniciaram as investigações.
Também nesta segunda, moradores, trabalhadores e profissionais ligados ao turismo realizaram um protesto contra a nova cobrança, demonstrando a insatisfação de parte da comunidade com a medida. Até o momento, os suspeitos de envolvimento no vandalismo não foram identificados.



