
A morte do entregador Lucas Rodrigues Rocha, de 25 anos, durante uma operação policial na Vila Joaniza, na Ilha do Governador, gerou revolta entre familiares e moradores da região. Parentes do jovem afirmam que ele trabalhava no momento em que foi baleado e negam qualquer ligação dele com o crime.
Imagens de câmeras de segurança mostram policiais chegando em um ferro-velho da comunidade em um veículo sem identificação oficial. Nas gravações, agentes aparecem armados e acessando a comunidade pelos fundos do terreno pouco antes da troca de tiros.
Segundo a família, Lucas fazia entregas por aplicativo para sustentar a esposa e os dois filhos. A sogra do jovem relatou que ele foi atingido pelas costas e que permaneceu dentro de um blindado da PM antes de ser levado ao hospital.
Os parentes criticam a forma como a ação foi conduzida e cobram respostas sobre a ausência de câmeras corporais durante a operação. A viúva de Lucas questionou o motivo da atuação descaracterizada dos policiais e pediu justiça pela morte do marido.
A Polícia Militar informou que houve confronto com homens armados na região e confirmou que três pessoas foram baleadas na ação. Duas morreram e uma permanece internada. A corporação disse ainda que abriu um procedimento para investigar as circunstâncias da ocorrência.



