Panorama

Ex-gerente do Rioprevidência é investigada por liberar aplicações milionárias no Banco Master

RioPrevidência — Foto: Reprodução

A ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência, Fernanda Pereira da Silva Machado, é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeita de participação em operações irregulares envolvendo investimentos milionários do fundo previdenciário estadual no Banco Master.

Segundo as investigações, Fernanda, que posteriormente assumiu a presidência do Itaprevi, Instituto de Previdência de Itaguaí — teria autorizado aplicações financeiras sem as análises técnicas obrigatórias e assinado documentos considerados fraudulentos relacionados ao credenciamento do banco.

De acordo com a Polícia Federal, a advogada teve participação direta na liberação de investimentos do Rioprevidência e também do Itaprevi no Banco Master. Apenas o fundo previdenciário de Itaguaí chegou a aplicar cerca de 20% do patrimônio da instituição em letras financeiras do banco, investimentos que não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As investigações apontam ainda suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos destinados ao pagamento de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro.

O valor total investido pelo Rioprevidência no Banco Master pode chegar a R$ 3,7 bilhões, segundo a investigação. O montante corresponde a quase dois meses da folha de pagamento de aposentados e pensionistas do estado.

Inicialmente, o Rioprevidência reconhecia aplicações de cerca de R$ 970 milhões no banco. Posteriormente, admitiu ter resgatado R$ 1,4 bilhão de um fundo administrado pelo Master em dezembro de 2025, mas ainda não esclareceu o destino do restante dos recursos apontados pela investigação.

Fernanda Pereira foi alvo da operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (26), que também teve como alvos ex-gestores do Rioprevidência e o ex-governador Cláudio Castro.

A investigação também cita a proximidade entre Cláudio Castro e o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a PF, encontros frequentes entre os dois coincidiam com os períodos em que eram realizados aportes milionários do Rioprevidência no banco.

Em nota, o Rioprevidência informou que não há risco para o pagamento de aposentados e pensionistas e afirmou estar adotando medidas administrativas e judiciais para recuperar os recursos investidos.

Já o Itaprevi declarou que a atual gestão vem tomando providências judiciais e administrativas após tomar conhecimento dos fatos e que busca a reparação do patrimônio investido.

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