Panorama

Ricardo Couto promove mudanças no governo do RJ e já substituiu 20 nomes do primeiro escalão

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação

Em pouco mais de dois meses à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o governador em exercício Ricardo Couto realizou uma ampla reformulação administrativa. Segundo levantamento divulgado pelo RJ2, já foram feitas 20 trocas no primeiro escalão e mais de 2,7 mil funcionários comissionados foram exonerados desde o início da gestão interina.

Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto assumiu temporariamente o comando do Palácio Guanabara enquanto o Supremo Tribunal Federal decide se haverá eleição indireta para escolha de um governador-tampão após o afastamento de Cláudio Castro. O julgamento no STF segue suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

Nesta segunda-feira (25), mais duas mudanças foram oficializadas. Na Secretaria de Polícia Penal, Maria Rosa Lo Duca Nebel deixou o cargo após críticas e questionamentos envolvendo uma licitação de R$ 1,3 bilhão para fornecimento de alimentação no sistema prisional, suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado por suspeitas de falhas e restrição à concorrência.

Para o lugar dela foi nomeada Alessandra Rosa Odawara, policial penal de carreira com 17 anos de atuação no sistema penitenciário fluminense.

Outra alteração ocorreu no comando do Departamento Geral de Ações Socioeducativas. O delegado federal Victor Poubel foi substituído pelo delegado da Polícia Civil Cristiano do Vale Maia, que anteriormente comandava a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.

As mudanças promovidas por Ricardo Couto atingiram áreas estratégicas do governo, como Casa Civil, Governo, Planejamento, Saúde e Defesa do Consumidor. Em diversos casos, servidores de carreira passaram a ocupar posições centrais na administração estadual.

Também houve mudanças na Cedae e no Rioprevidência, após investigações sobre aplicações financeiras relacionadas ao Banco Master.

Segundo a reportagem, algumas das trocas tiveram como objetivo reduzir a influência do empresário Ricardo Magro, ligado à antiga Refinaria de Manguinhos, no governo estadual. As alterações ocorreram nas secretarias de Ambiente e Fazenda, além da Procuradoria-Geral do Estado.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ainda criou um grupo de trabalho para revisar licenças ambientais concedidas à refinaria, após suspeitas levantadas pela Polícia Federal sobre possíveis favorecimentos na gestão anterior.

Compartilhar :

Facebook
Twitter