
Um dos principais nomes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Gerson Palermo, foi preso nesta terça-feira (26) na Bolívia durante uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a Força de Combate ao Narcotráfico boliviana. Foragido desde 2020, o criminoso deverá ser expulso do país vizinho e transferido para Corumbá, em Mato Grosso do Sul.
Condenado a quase 126 anos de prisão, Palermo havia deixado o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande após conseguir prisão domiciliar por decisão judicial. Apenas cinco horas depois de deixar a unidade prisional, ele rompeu a tornozeleira eletrônica e desapareceu.
Considerado um dos criminosos mais procurados do país, Gerson Palermo acumulava condenações por tráfico internacional de drogas, associação criminosa e participação em assaltos de grande porte. Entre os crimes atribuídos a ele está o sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp, em 2000, durante uma ação que terminou com o roubo de cerca de R$ 5,5 milhões em malotes bancários no Paraná.
O traficante também foi apontado pela Polícia Federal como um dos líderes de um esquema internacional de tráfico de cocaína desarticulado pela Operação All In, em 2017. Segundo as investigações, a droga saía da Bolívia em aeronaves, chegava a Corumbá e era distribuída para diversos estados brasileiros.
A decisão que concedeu prisão domiciliar a Palermo foi assinada pelo desembargador Divoncir Schreiner Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Em fevereiro deste ano, o magistrado foi punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com aposentadoria compulsória por causa da autorização concedida ao integrante do PCC.



