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Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro realizam nesta terça-feira (19) uma paralisação estudantil em protesto contra problemas enfrentados pela comunidade acadêmica em diferentes campi da instituição.
O movimento é organizado pelo DCE Mário Prata em conjunto com assembleias e centros acadêmicos, e conta, segundo os organizadores, com adesão de 98 cursos.
Entre as principais denúncias apresentadas pelos estudantes estão casos de assédio envolvendo docentes, precarização do restaurante universitário, atrasos em bolsas e auxílios estudantis, fechamento de bibliotecas por causa da greve dos técnicos-administrativos e falta de respostas da universidade.
A coordenadora do Centro Acadêmico do Instituto de Física, Waleska Rocha, afirmou que os alunos vivem um cenário de “insatisfação e desespero”.
“Depois de tanto pedir e tentar dialogar, decidimos tornar público o nosso desgosto com a insalubridade em que temos sido tratados”, declarou.
Denúncias de assédio
Os estudantes também cobram andamento em investigações sobre denúncias de assédio envolvendo um professor do Instituto de Matemática. Segundo o movimento estudantil, mais de quatro alunas denunciaram o docente à Ouvidoria da universidade e à Polícia Civil.
Uma das estudantes envolvidas teria abandonado o curso após o episódio.
De acordo com Waleska, o professor chegou a ser afastado de uma turma, mas continuou lecionando em outros horários. Os alunos afirmam ainda que o processo de investigação teria sido interrompido.
Reclamações sobre restaurante universitário
Outro alvo de críticas é o funcionamento do restaurante universitário. Estudantes relatam episódios frequentes de falta de alimentos, atrasos salariais de funcionários terceirizados e refeições servidas em condições inadequadas.
“Constantemente encontramos larvas na comida e pedaços de objetos nas refeições”, denunciou a coordenadora do Cafís.
Os alunos afirmam ainda que, em alguns momentos, faltam talheres e até alimentação suficiente para atender todos os estudantes.
Segundo o movimento, muitos universitários dependem do restaurante como principal refeição do dia.
Impactos da greve
A greve dos técnicos-administrativos também afeta diretamente a rotina acadêmica. Entre os problemas relatados estão bibliotecas fechadas, suspensão de serviços administrativos, dificuldades em matrículas e atrasos em bolsas estudantis.
Os organizadores afirmam que a paralisação terá atividades ao longo de todo o dia em diferentes unidades da universidade, incluindo a Cidade Universitária, Praia Vermelha e o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS).
O ato principal está marcado para as 15h, em frente à Reitoria da UFRJ, na Ilha do Fundão.
Procurada, a Universidade Federal do Rio de Janeiro informou que ainda não havia se pronunciado sobre as denúncias até a última atualização da reportagem.



