Panorama

OMS declara emergência internacional por surto de Ebola na África

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS
AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no último domingo (17) emergência de saúde pública de importância internacional devido ao avanço do surto de Ebola em países da África, principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda.

Apesar do alerta global, a entidade informou que a situação ainda não atende aos critérios para ser considerada uma pandemia. Em comunicado oficial, a OMS explicou que a decisão levou em conta informações enviadas pelos governos dos países afetados, além de análises científicas sobre o risco de propagação internacional da doença e os impactos para a saúde pública mundial.

Segundo dados atualizados do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, o surto já provocou ao menos 88 mortes na República Democrática do Congo, dentro de um total de 336 casos suspeitos. Em Uganda, também foi registrada uma morte relacionada ao vírus.

As análises laboratoriais apontaram que o surto envolve a cepa Bundibugyo do Ebola, variante para a qual ainda não existe vacina nem tratamento específico.

O ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, alertou para a alta taxa de letalidade da doença. “Com esta cepa, a taxa de mortalidade pode chegar a 50%”, afirmou.

As autoridades sanitárias enfrentam dificuldades para monitorar o avanço da epidemia porque grande parte dos casos ocorre em áreas de difícil acesso, o que limita a realização de exames laboratoriais e o rastreamento dos infectados.

O Ebola é uma febre hemorrágica altamente contagiosa, transmitida por contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas, vivas ou mortas. Os sintomas podem surgir em até 21 dias após a exposição ao vírus.

Em Uganda, o Ministério da Saúde informou que a vítima registrada no país era um homem congolês de 59 anos, que morreu em um hospital na capital Kampala. Até o momento, o governo ugandês afirma não haver transmissão local confirmada.

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