
Reginaldo Pimenta / Agência O Dia
A Polícia Civil realizou, na manhã desta terça-feira (12), uma grande operação contra ex-CACs — caçadores, atiradores e colecionadores — que tiveram seus registros cassados, mas continuaram mantendo armas e munições ilegalmente. A ação terminou com três homens presos, além da apreensão de armas, carregadores, munições e diversos materiais investigados pelas autoridades.
Os mandados foram cumpridos em bairros da capital fluminense e também em cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Ao todo, oito mandados de busca e apreensão foram executados pelas equipes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Segundo as investigações, alguns dos alvos são suspeitos de montar um verdadeiro arsenal clandestino e até de fornecer armas e munições para facções criminosas que atuam no estado do Rio.
Durante a operação, os agentes apreenderam seis armas de fogo, 17 carregadores, munições e outros equipamentos. Um dos presos concentrava boa parte do armamento encontrado. De acordo com o delegado Mauro César, titular da Desarme, na residência dele foram recolhidas quatro armas e vários carregadores.
“A legislação determina que, quando o registro de CAC é cassado, o proprietário deve devolver imediatamente as armas e munições. Esses investigados não fizeram a devolução e passaram a ser monitorados”, explicou o delegado.
A Polícia Civil informou que agora analisa a numeração e a classificação das armas apreendidas para verificar se existem armamentos de uso restrito entre os materiais recolhidos.
As investigações apontam que nem todos os ex-CACs investigados estariam ligados diretamente ao crime organizado. Alguns apenas mantiveram as armas de forma irregular após perderem o registro. No entanto, a polícia suspeita que parte dos investigados possa ter abastecido facções criminosas com armamento e munição, o que amplia a gravidade do caso.
Os presos responderão inicialmente por posse e porte ilegal de arma de fogo, mas outros crimes ainda podem ser incluídos conforme o avanço das investigações.
Segundo a Polícia Civil, novas fases da operação já estão sendo planejadas e outros ex-CACs que não devolveram armamentos após a cassação dos registros também poderão virar alvo das próximas ações.



