
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro realizou, nesta quinta-feira (30), uma operação para atingir a estrutura de comando do jogo do bicho na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação teve como foco um grupo apontado pelas investigações como a nova liderança da contravenção na região.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em bairros como Bangu, Senador Camará, Realengo, Recreio dos Bandeirantes e Marechal Hermes. A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar e teve como objetivo reunir provas e desarticular a estrutura financeira e operacional da organização criminosa.
Segundo as investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o grupo é suspeito de explorar jogos de azar, além de atuar em esquemas de lavagem de dinheiro e estar ligado a crimes violentos, incluindo homicídios registrados na região desde 2021.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam equipamentos utilizados na atividade ilegal, como máquinas caça-níqueis, além de documentos, cofres e dispositivos usados para contagem e movimentação de dinheiro. O material será analisado e pode reforçar as acusações contra os investigados.
De acordo com o MPRJ, a organização seria liderada por Marcos Paulo Moreira da Silva, conhecido como “Marquinho Sem Cérebro”, que já está preso. Ele é apontado como responsável por assumir o controle de parte da estrutura do jogo do bicho após a morte de lideranças anteriores da contravenção no estado.
As apurações indicam que o grupo vinha expandindo a atuação na Zona Oeste, controlando pontos de apostas ilegais e utilizando esquemas financeiros para ocultar a origem dos recursos. A operação também busca identificar outros integrantes e possíveis ramificações da organização.
O jogo do bicho, apesar de popular, é uma prática ilegal no Brasil e historicamente associado a estruturas de crime organizado, com atuação baseada em redes hierarquizadas e movimentação significativa de dinheiro fora do sistema formal.
As investigações seguem em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, conforme o avanço da análise dos materiais apreendidos.


