Panorama

Em menos de 40 dias, governo interino exonera quase 1,5 mil cargos e amplia corte na máquina estadual

O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação
O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio — Foto: Divulgação

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, intensificou o processo de exonerações no governo estadual e já desligou 1.477 servidores comissionados em cerca de 40 dias. Somente nesta quinta-feira (30), mais 58 nomes foram dispensados, incluindo cargos de alto escalão.

Entre os atingidos pela nova rodada de cortes está a presidência do Instituto Estadual do Ambiente, além de integrantes do Rioprevidência. As mudanças fazem parte de um plano mais amplo de reestruturação administrativa conduzido pelo governo interino.

Levantamentos internos indicam que apenas as secretarias da Casa Civil e de Governo concentravam cerca de 4 mil servidores. A meta estabelecida é reduzir aproximadamente 40% desse total, o que representa cerca de 1,6 mil cargos comissionados. Parte dessas exonerações tem como foco funcionários que, segundo apurações, não estariam exercendo funções efetivas, conhecidos como “fantasmas”.

A estimativa do governo é que o corte gere uma economia anual que pode chegar a R$ 85 milhões. A medida é justificada pela necessidade de reorganização da estrutura pública, redução de despesas e combate a possíveis irregularidades na administração.

O “pente-fino” também atingiu nomes ligados a gestões anteriores, incluindo pessoas com vínculos políticos e indicações feitas durante o governo de Cláudio Castro. Entre os exonerados está Renato Jordão, que ocupava a presidência do Inea desde 2024. Para o cargo, foi nomeada a engenheira florestal Denise Marçal Rambaldi, que já atuava na área ambiental do estado.

Além disso, o Diário Oficial trouxe mudanças no Rioprevidência, com a exoneração de gerentes da área administrativa e financeira. No início do mês, o órgão já havia passado por alterações após questionamentos do Ministério Público sobre investimentos realizados pelo fundo.

O processo de cortes vem sendo conduzido em etapas. Em dias anteriores, outras listas de exonerações já haviam sido publicadas, incluindo cargos estratégicos como secretários e integrantes da comunicação do governo, além de funções operacionais dentro do Palácio Guanabara.

As mudanças seguem em andamento e fazem parte de uma reformulação mais ampla da estrutura administrativa do estado, que ainda deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

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