Panorama

Justiça agenda audiência decisiva para o rapper Oruam em caso de tentativa de homicídio

O rapper Oruam já tem um compromisso marcado com o Poder Judiciário para definir o rumo de um dos processos mais graves que enfrenta. A audiência de instrução e julgamento em primeira instância foi agendada para o dia 11 de maio de 2026. Este procedimento é uma etapa fundamental do rito processual, pois servirá para a Justiça avaliar o conjunto probatório e decidir se o artista será submetido a um júri popular. O caso envolve a acusação de tentativa de homicídio qualificado contra policiais civis, crime considerado hediondo e que atrai a competência do tribunal do júri caso a intenção de matar seja minimamente comprovada nesta fase inicial.

Tramitação sob sigilo e reveses na defesa

O processo, que corre sob segredo de Justiça, teve movimentações importantes recentemente que não favoreceram o artista. No último dia 7 de abril, a desembargadora Márcia Perrini Bodart negou um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Oruam, mantendo as restrições impostas anteriormente. Além disso, houve um entrave técnico em relação à produção de provas da defesa.

Um corréu no processo, amigo do rapper, solicitou que um perito de imagem e som residente em Minas Gerais prestasse depoimento por videoconferência durante a audiência de maio. Entretanto, o magistrado responsável indeferiu o pedido, determinando que o especialista apresente suas conclusões apenas por meio de um parecer técnico escrito, sem a necessidade de inquirição presencial ou virtual.

A condição de foragido e as violações judiciais

A situação jurídica de Oruam é agravada pelo seu status atual perante as autoridades. O rapper é considerado foragido da Justiça desde o início de fevereiro de 2026. A ordem de prisão preventiva foi expedida após o descumprimento sistemático das medidas cautelares impostas pelo juízo.

De acordo com os autos do processo, o artista teria violado as regras de monitoramento por tornozeleira eletrônica em aproximadamente 70 ocasiões distintas. Essas infrações foram o estopim para que a Justiça revogasse o benefício da liberdade vigiada e determinasse o seu imediato encarceramento.

Expectativas para o desfecho da audiência de maio

Para a audiência marcada para o dia 11 de maio, a presença de Oruam é aguardada, seja de forma pessoal ou representada por seus advogados constituídos. Caso o artista não se apresente e não seja capturado até a data, o processo pode prosseguir à revelia, o que não impede uma eventual decisão de pronúncia — o ato em que o juiz encaminha o réu para o julgamento pelos cidadãos no júri popular.

O foco da audiência será ouvir as testemunhas de acusação, defesa e, se possível, o interrogatório do réu, consolidando os elementos que determinarão se ele responderá pelo crime de tentativa de homicídio perante a sociedade ou se o caso terá uma desclassificação jurídica.

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