
O Exército Brasileiro prendeu, na manhã desta sexta-feira (10), três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no chamado “núcleo 4” de uma trama golpista. As detenções foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os condenados utilizaram a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas contra o sistema eleitoral, instituições democráticas e autoridades públicas.
Os militares presos são Giancarlo Rodrigues, condenado a 14 anos de prisão; Ângelo Reginaldo Abreu, com pena de 15 anos e seis meses; e Guilherme Almeida Marques, sentenciado a 13 anos e seis meses.
Outros quatro envolvidos no mesmo núcleo também foram condenados anteriormente. Entre eles, o coronel Reginaldo Abreu e o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos César Moretzsohn Rocha, que estão foragidos no exterior.
Em decisão anterior, a Primeira Turma do STF rejeitou, por unanimidade, os recursos das defesas. Os ministros entenderam que ficou comprovado que o grupo atuou na produção e disseminação de notícias falsas sobre as urnas eletrônicas e o Judiciário, com o objetivo de gerar instabilidade política e justificar medidas antidemocráticas.
Além das penas de prisão, os condenados também perderão os cargos públicos e ficarão inelegíveis por oito anos, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa.



