João Pedro Hassan de Gusmão Lobo foi preso temporariamente e nega o crime — Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro efetuou a prisão temporária de João Pedro Hassan de Gusmão Lobo, estudante de Ciência da Computação, apontado como o principal suspeito de violentar uma jovem de 17 anos no banheiro de um bar em Botafogo. A detenção ocorreu nesta segunda-feira por agentes da 10ª DP, após a Justiça expedir o mandado durante a madrugada. Segundo as investigações, o crime teria sido marcado por violência física, incluindo o enforcamento da vítima para impedir qualquer tipo de reação.
O caso teve início após um contato pelas redes sociais, sendo este o segundo encontro entre os dois. De acordo com o depoimento da adolescente, que estava acompanhada da mãe, o suspeito demonstrou insistência para que fossem a um local reservado desde o início da tarde, no estacionamento de um shopping, pedido que foi prontamente recusado. Mais tarde, já em um bar na Praça Nelson Mandela, ele teria seguido a jovem até o banheiro feminino, onde tomou seu aparelho celular e trancou a porta para consumar a agressão.
A delegada Natalia Caliman, responsável pelo pedido de prisão, destacou que o investigado se valeu de sua superioridade física e do isolamento do local para forçar o ato, ignorando os pedidos da vítima para que parasse. Provas técnicas sustentam o relato da menor, uma vez que laudos do Instituto Médico-Legal confirmaram vestígios de uma relação sexual recente. Além disso, o testemunho da gerente do estabelecimento foi peça-chave, relatando o comportamento suspeito de João Pedro e o estado visivelmente abalado da adolescente ao sair do banheiro.
Ao ser localizado em sua residência, o universitário não demonstrou surpresa com a abordagem policial. Em sua defesa, ele admitiu ter mantido relações com a jovem no local, mas sustentou a versão de que o ato foi consensual, apesar de ter notado o nervosismo da adolescente durante a situação. Ele permanecerá preso temporariamente por 30 dias para que a polícia conclua o inquérito e garanta a segurança da vítima.
Este episódio ocorre em um cenário de apreensão no Rio de Janeiro, somando-se a outros crimes recentes de mesma natureza, como o estupro coletivo ocorrido em Copacabana no final de janeiro. Naquele caso, quatro homens e um adolescente foram denunciados após violentarem uma jovem em um apartamento de aluguel por temporada, reforçando a urgência no combate à violência sexual e na proteção de menores de idade no estado.


