Panorama

FAPERJ impulsiona pesquisa que desenvolve plantas mais produtivas e resistentes

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Pesquisa brasileira abre caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. (Patrick Viegas)

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro está abrindo caminho para uma nova geração de plantas mais produtivas, resistentes e sustentáveis. O estudo investiga como o crescimento vegetal pode ser controlado a partir da identificação de genes-chave responsáveis pelo desenvolvimento das plantas.

A proposta dos pesquisadores é compreender quais mecanismos determinam o crescimento e a produtividade. A partir disso, é possível ajustar o funcionamento das plantas para que produzam mais, utilizando menos recursos naturais.

De acordo com a pesquisadora Adriana Hemerly, do Laboratório de Biologia Molecular de Plantas da UFRJ, esses genes funcionam como um “centro de comando”, capaz de reorganizar todo o sistema da planta e torná-la mais eficiente.

O estudo envolve análises genéticas e testes em laboratório, avaliando o comportamento das plantas em diferentes condições, como falta de água e interação com bactérias benéficas que auxiliam na absorção de nutrientes.

Um dos principais avanços foi a identificação de genes presentes em diversas espécies, o que permite a aplicação da tecnologia em culturas agrícolas importantes, como milho, soja, algodão e cana-de-açúcar.

Os resultados iniciais já apontam aumento na produtividade, melhor aproveitamento da luz solar, maior eficiência no uso da água e redução da necessidade de fertilizantes químicos.

Além dos ganhos agrícolas, a pesquisa também apresenta impacto ambiental positivo. Plantas mais eficientes na fotossíntese conseguem capturar mais dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.

Segundo a presidente da FAPERJ, Caroline Alves, investir em ciência é fundamental para o desenvolvimento sustentável e para o fortalecimento da agricultura brasileira.

Apesar dos avanços, os testes ainda ocorrem em ambientes controlados. Antes de chegar ao campo, a tecnologia precisa passar pela avaliação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. A expectativa é que, após essa etapa, as novas variedades estejam disponíveis para produtores em cerca de três anos.

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