Panorama

Prefeitura do Rio inicia desapropriação de garagens de ônibus para reestruturar sistema de transporte

Garagem da antiga viação Vila Isabel, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo
Garagem da antiga viação Vila Isabel, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução/TV Globo

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou o processo de desapropriação de 19 imóveis ligados a empresas de ônibus na cidade, com o objetivo de viabilizar a construção de novas garagens e reforçar a infraestrutura do transporte coletivo. A medida foi oficializada por meio de decreto publicado no Diário Oficial nesta terça-feira (7).

Entre os locais incluídos estão garagens de empresas que ainda operam linhas importantes do sistema municipal, como a Braso Lisboa e a Transportes Campo Grande, além de outras viações como Pavunense, Viação Novacap e Auto Viação Jabour.

O decreto também abrange imóveis de empresas que já não atuam mais na cidade, como as antigas garagens das viações Real e Viação Vila Isabel, esta última interditada pela própria prefeitura no início do ano.

As desapropriações atingem tanto unidades desativadas quanto espaços ainda em funcionamento, distribuídos por bairros das zonas Norte, Oeste e parte da região central do município. Além das garagens, um dos endereços incluídos abriga uma oficina mecânica voltada para ônibus.

Segundo a prefeitura, a iniciativa tem como finalidade garantir a continuidade e reorganização do sistema de transporte público, considerando que as garagens são classificadas como estruturas essenciais e estratégicas para a operação do serviço.

Apesar de já estar em vigor, o município ainda não detalhou como será feita a ocupação dos imóveis após a desapropriação, nem o cronograma das intervenções.

Essa não é a primeira ação do tipo em 2026. Em fevereiro, outros 25 terrenos foram declarados de utilidade pública em bairros como Bangu, Realengo e Ilha do Governador, também com foco na reestruturação da rede de transporte.

Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes não informou os critérios utilizados para incluir imóveis que ainda estão em funcionamento no processo. Já o Rio Ônibus afirmou que os consórcios responsáveis pelas operações estão analisando o decreto.

A medida ocorre em meio a discussões sobre a reorganização do sistema de ônibus na cidade, com foco na melhoria da infraestrutura e na manutenção da operação das linhas municipais.

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