Panorama

Casal é preso por venda ilegal de canetas emagrecedoras no Rio

Casal chegou sorrindo na Cidade da Polícia; presa debochou e perguntou se ’estava bonita’. Reprodução / TV Globo

Um casal foi preso em flagrante pela Polícia Civil acusado de comercializar canetas emagrecedoras sem autorização na Zona Norte do Rio de Janeiro. A ação ocorreu na manhã desta segunda-feira (6), no bairro de Oswaldo Cruz, como parte de uma operação contra a venda clandestina de medicamentos.

De acordo com as investigações, os produtos vendidos não possuíam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que caracteriza crime contra a saúde pública. Além disso, havia indícios de que os itens tinham origem desconhecida, aumentando os riscos para os consumidores.

A operação foi conduzida por agentes da Delegacia do Consumidor (Decon), que já investigavam o casal. Durante a abordagem, um dos suspeitos tentou se desfazer dos medicamentos, jogando um dos frascos no telhado da residência, mas acabou sendo obrigado a recuperá-lo pelos policiais.

Segundo a polícia, a dupla utilizava principalmente as redes sociais para realizar as vendas, divulgando os produtos de forma irregular. Além das canetas emagrecedoras, também há suspeitas de comercialização de outros itens falsificados, como roupas e perfumes.

Ao chegarem à Cidade da Polícia, os dois chamaram atenção pelo comportamento: sorrindo, negaram envolvimento no crime, e a mulher chegou a fazer comentários em tom de deboche diante das câmeras.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, os suspeitos devem responder por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e falsificação de produtos. Ele também alertou que quem compra esse tipo de mercadoria ilegal pode responder por receptação, já que a venda ocorre fora dos canais autorizados.

A ação faz parte da operação “Mounjaro Delivery”, que busca identificar e desarticular esquemas de venda clandestina de medicamentos para emagrecimento. Durante a ofensiva, também foram cumpridos mandados de busca em outros locais, incluindo a Baixada Fluminense.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema, incluindo fornecedores e possíveis redes de distribuição ilegal desses produtos.

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