
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 8 de abril o julgamento que vai definir como será escolhida a nova liderança do governo do Rio de Janeiro após a vacância no cargo.
A Corte deve decidir se a eleição será realizada de forma direta, com participação dos eleitores, ou indireta, conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). A definição é considerada essencial para encerrar a insegurança jurídica em torno da sucessão estadual.
A análise ocorrerá em sessão presencial, convocada pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, reunindo os ministros para discutir o formato do pleito e as regras que deverão ser aplicadas ao processo.
O julgamento acontece após decisões divergentes dentro do próprio tribunal. Na última semana, o ministro Cristiano Zanin determinou a suspensão da eleição indireta até que o plenário avalie o caso de forma definitiva.
Além do formato da votação, os ministros também podem discutir detalhes como prazos e critérios para candidatura, buscando estabelecer uma diretriz única para o processo sucessório no estado.
A situação foi desencadeada após a saída do então governador Cláudio Castro, o que gerou um cenário de vacância no comando do Executivo fluminense. Até que haja uma definição, o governo segue sob comando interino.
A decisão do STF deve impactar diretamente os próximos passos da política no Rio, podendo inclusive levar a uma nova eleição ainda em 2026, caso o voto direto seja autorizado.



