
Uma ação da Polícia Federal resultou na prisão de 14 pessoas nesta quarta-feira (25), durante uma ofensiva contra um grupo suspeito de aplicar fraudes bancárias de grande escala contra a Caixa Econômica Federal. A operação, batizada de Fallax, também investiga crimes como estelionato e lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Parte dos investigados ainda não foi localizada e segue foragida, incluindo um dos principais suspeitos apontados como líder do esquema.
As investigações começaram em 2024, após a identificação de um sistema estruturado para obtenção de vantagens ilícitas. Segundo a PF, o grupo atuava com apoio de funcionários de instituições financeiras, que inseriam dados falsos em sistemas internos para viabilizar saques e transferências irregulares.
Para dificultar o rastreamento do dinheiro, os envolvidos utilizavam empresas de fachada e estruturas empresariais para movimentar os valores desviados. Parte dos recursos era convertida em bens de alto valor e até em criptomoedas.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados, com limite de até R$ 47 milhões, como forma de enfraquecer a atuação da organização. Além disso, foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal envolvendo dezenas de pessoas físicas e jurídicas.
De acordo com a Polícia Federal, o volume total das fraudes pode ultrapassar R$ 500 milhões. Os investigados podem responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, corrupção e delitos contra o sistema financeiro, cujas penas somadas podem passar de 50 anos de prisão.



