Panorama

Homens são multados em R$ 20 mil por espancamento de capivara no Rio; caso aplica nova lei pela primeira vez

Seis homens presos por agredir uma capivara na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram multados em R$ 20 mil cada por maus-tratos. A penalidade foi aplicada com base no chamado Decreto Cão Orelha, regulamentação recente do Ibama.

Essa é a primeira aplicação da nova norma, criada há cerca de duas semanas pelo governo federal para endurecer punições contra crimes envolvendo animais.

Nova legislação aumenta punições

O decreto recebeu esse nome em homenagem a um cachorro comunitário morto em Florianópolis, em um caso que gerou grande repercussão. Com a atualização das regras, as multas por maus-tratos passaram de valores entre R$ 300 e R$ 3 mil para uma faixa que pode chegar a R$ 50 mil, dependendo da gravidade.

Prisões mantidas pela Justiça

Os seis adultos detidos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Eles seguem presos enquanto o caso avança na Justiça.

Além deles, dois adolescentes também foram apreendidos e tiveram a internação provisória determinada pela Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. O ataque ocorreu na madrugada de sábado (21), na região do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, e foi registrado por câmeras de segurança.

Estado de saúde do animal preocupa

A capivara resgatada está sob cuidados na clínica de animais silvestres da Universidade Estácio de Sá. Apesar de apresentar melhora geral, há preocupação com uma possível perda de visão em um dos olhos, devido à gravidade das lesões.

Segundo a equipe veterinária, o animal já consegue se alimentar e descansar, mas ainda exige acompanhamento contínuo. O ambiente de recuperação foi adaptado para reduzir o estresse, com menor incidência de luz e maior sensação de proteção.

Caso reforça alerta sobre crimes ambientais

O episódio reacende o debate sobre violência contra animais e marca um precedente importante com a aplicação da nova legislação. Autoridades destacam que denúncias e punições mais rigorosas são fundamentais para coibir esse tipo de crime.

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