
A Prefeitura do Rio inaugurou, nesta quarta-feira (18), o Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande. A nova unidade reúne serviços de especialidades médicas, reabilitação e hemodiálise em um único espaço e tem capacidade para mais de 16 mil atendimentos por mês.
A inauguração foi marcada pela aplicação da primeira dose de semaglutida na rede pública. O equipamento também abriga o Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo, ampliando o atendimento na região e reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outras áreas da cidade.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, a proposta é suprir uma das principais demandas da população: o acesso a especialistas após o atendimento inicial nas clínicas da família. A unidade contará com serviços como hemodiálise, exames de imagem, atendimento a pessoas com autismo, fisioterapia e tratamento para fibromialgia.
O espaço segue o modelo do Super Centro de Benfica e integra três estruturas: o Centro Carioca de Especialidades, o Centro Carioca de Reabilitação e o Centro Carioca de Hemodiálise. Parte dos serviços já começa a funcionar imediatamente, enquanto a operação completa está prevista para o segundo semestre de 2026.
O investimento total foi de cerca de R$ 61 milhões, incluindo a compra do imóvel. Desse valor, R$ 50 milhões vieram de recursos repassados pela Câmara Municipal.
Com cerca de 7 mil metros quadrados, a unidade funcionará de segunda a sábado, das 7h às 22h, e deve contar com aproximadamente 500 profissionais quando estiver em pleno funcionamento.
Os atendimentos serão realizados por meio do SISREG, com encaminhamento feito pela Atenção Primária, como clínicas da família e centros municipais de saúde.
Serviços e estrutura
O Centro de Especialidades oferecerá consultas em áreas como dermatologia, cardiologia, endocrinologia, psiquiatria e pneumologia, além de ser referência no atendimento à obesidade, com previsão de mais de 25 mil atendimentos por ano.
Já o Centro de Reabilitação contará com atendimentos físicos, intelectuais, auditivos e visuais, incluindo serviços voltados ao tratamento de dores crônicas e acompanhamento de pacientes com transtorno do espectro autista.
O Centro de Hemodiálise terá 50 cadeiras e capacidade para realizar cerca de 50 mil procedimentos por ano, além de oferecer alternativas como a diálise peritoneal, que pode ser feita em casa em alguns casos.
A unidade também terá transporte próprio para pacientes, com circulação por pontos estratégicos de Campo Grande, facilitando o acesso ao local.
Combate à obesidade
O Centro Especializado em Obesidade e Metabolismo faz parte da estratégia da Secretaria Municipal de Saúde para enfrentar o alto índice de excesso de peso na população. Dados da rede indicam que cerca de 68% dos adultos atendidos apresentam sobrepeso, sendo 37% com obesidade.
O tratamento será multidisciplinar, com acompanhamento clínico, orientação nutricional e prática de atividades físicas. Em alguns casos, poderá haver uso de medicamentos como a semaglutida, desde que o paciente cumpra critérios específicos, como acompanhamento prévio na Atenção Primária.
Pacientes com IMC acima de 40, diabetes ou alto risco cardiovascular terão prioridade no atendimento inicial. O acompanhamento no centro pode durar de 12 a 24 meses, com avaliação constante de uma equipe formada por médicos, nutricionistas e psicólogos.
Além disso, a Prefeitura firmou uma cooperação técnica com a farmacêutica Novo Nordisk, fabricante do medicamento, para ampliar estudos e melhorar o acesso ao tratamento pelo SUS.


