
Após a morte de Claudio Augusto dos Santos, o “Jiló”, apontado como chefe do Morro dos Prazeres, o Rio Comprido, na região central do Rio, voltou a enfrentar tensão nesta quinta-feira (19). O policiamento segue reforçado com equipes de batalhões da área e tropas especiais.
Durante a manhã, criminosos armados circularam de moto pela região e ordenaram o fechamento de comércios na Rua Estrela, nas proximidades das comunidades do Fallet/Fogueteiro e do Morro dos Prazeres. As lojas chegaram a abrir por volta das 9h, mas funcionaram por menos de duas horas antes de encerrarem as atividades novamente.
Apesar do clima de insegurança, a circulação de ônibus na região segue normal. Viaturas estão posicionadas em pontos estratégicos, como a Praça Condessa Paulo de Frontin e a Rua Aristides Lobo.
Na quarta-feira (18), a situação já havia sido crítica. Criminosos utilizaram sete ônibus como barricadas, sendo que um deles foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, na altura do acesso ao Túnel Rebouças. A ação provocou interdições e retenções no trânsito, que se estenderam até a Avenida Presidente Vargas.
Durante a operação policial que resultou na morte de “Jiló”, seis suspeitos também morreram. Na mesma ação, o morador Leandro Silva Souza foi baleado dentro de casa e não resistiu aos ferimentos.
Segundo o comandante do Bope, tenente-coronel Marcelo Corbage, os criminosos fizeram um casal refém e atiraram contra os policiais durante uma tentativa de negociação, o que levou à reação das equipes. De acordo com ele, o morador foi atingido durante o confronto.
A versão, no entanto, é contestada pela esposa da vítima, Roberta Ferro Hipólito. Ela afirma que não houve troca de tiros e que os policiais invadiram a residência já atirando, após explodirem a porta com uma granada. Segundo o relato, o marido ainda tentou alertar que havia moradores no local antes de ser atingido.
O caso aumenta a tensão na região e evidencia o impacto das operações policiais no cotidiano dos moradores, que enfrentam interrupções nas atividades e clima constante de insegurança.


